Uma mulher de 31 anos foi presa em Moscou, na Rússia, acusada de matar e decapitar o próprio filho, um menino de seis anos com deficiência. Elena Tsukanova, que trabalhava como professora, confessou o crime às autoridades e afirmou acreditar que era uma “bruxa” com poderes sobrenaturais.
As informações são do The Sun. O caso veio à tona depois que funcionários de um parque público encontraram uma mochila roxa boiando no lago Golyanovsky. Dentro dela, estava a cabeça da criança, embalada em uma sacola plástica. A polícia foi acionada e localizou o restante do corpo no apartamento da suspeita, onde também apreendeu facas e uma serra que teriam sido usadas na decapitação.
Segundo o Comitê de Investigação da Rússia, Tsukanova afirmou aos investigadores que era um “canal entre mundos” e realizava “experimentos com a consciência”. Apesar das declarações, ela não apresentou um motivo claro para o assassinato. O menino, identificado como Miloslav, não conseguia andar sozinho e havia sido dado como desaparecido pela avó horas antes, sob a alegação de que estaria com o padrasto. A polícia agora procura o padrasto da criança, que teria deixado o local antes da chegada das autoridades. A irmã mais velha de Miloslav, uma menina de nove anos, não sofreu ferimentos.
O pai do menino, que havia se separado de Tsukanova em junho após um relacionamento de dez anos, soube da morte do filho por meio de um noticiário local. Caso semelhante na Itália Em outro episódio trágico na Europa, um menino de nove anos foi encontrado morto em Trieste, na Itália, após a mãe, uma ucraniana de 55 anos, ser suspeita de cortar sua garganta com uma faca de cozinha. Giovanni, como a vítima foi identificada, estava em uma visita sem supervisão, uma das primeiras desde o início de uma longa disputa de guarda iniciada em 2017.
A polícia encontrou o corpo no banheiro do apartamento da mãe, Olena Stasiuk, após o pai da criança, Paolo Trame, relatar que havia perdido contato com o filho. De acordo com a imprensa italiana, Stasiuk vinha sendo acompanhada por tribunais e por serviços de saúde mental. Relatórios judiciais citados pelo Corriere della Sera apontam que Giovanni já havia manifestado medo da mãe. Em uma conversa com profissionais, ele afirmou: “Eu fico triste quando vou para a casa da mamãe… Porque eu tenho medo.” Ele relatou ainda que havia sido estrangulado por ela em outras ocasiões. As autoridades italianas investigam a mulher por homicídio voluntário agravado.
A influenciadora fitness e madrinha de bateria Karol Rosalin, 26 anos, conhecida como a “mulher fitness perfeita”, voltou a chamar atenção nas redes sociais — desta vez, por revelar que possui mais de 3 mil biquínis, todos organizados por cor em seu closet. O hábito de usar as peças diariamente dentro de casa, no entanto, gerou polêmica e até multas no condomínio onde morava.
Segundo Karol, ela sempre realizou suas atividades domésticas vestindo apenas biquíni, prática que considera natural dentro da própria rotina. “Eu sempre me senti à vontade de biquíni em casa, cozinho, limpo e faço tudo assim, mas isso virou problema no condomínio e cheguei a ser multada várias vezes”, afirmou. Foram mais de três notificações por comportamento inadequado, de acordo com a influenciadora.
As reclamações de vizinhos e o desejo de ter mais liberdade motivaram uma mudança radical: Karol decidiu comprar uma casa maior no interior de São Paulo, onde pudesse manter sua rotina sem incômodos. “Eu uso biquíni todo dia, é o que me deixa confortável. Não vejo problema nenhum. Faz parte de quem eu sou”, explicou.
O estilo de vida da influenciadora mistura rotina fitness, conforto e estética do beachwear. Karol afirma que vestir biquíni o dia todo ajuda no foco com treinos, ensaios e na manutenção do corpo definido — marca registrada de seu trabalho nas redes sociais.
Além do cotidiano diferenciado, Karol Rosalin vive outro momento especial: sua preparação para a estreia no Carnaval de São Paulo em 2026, quando desfilará como madrinha de bateria da Acadêmicos do Tatuapé. Ela conta que vem intensificando treinos e disciplina para chegar à avenida em seu melhor desempenho.
“É uma das experiências mais especiais da minha vida. Estou realizando um sonho e quero fazer um desfile que me deixe orgulhosa”, declarou.
Nos últimos dias, Neymar Jr. voltou ao centro das conversas online, mas desta vez, por um motivo mais leve. Uma foto do jogador ao lado de Bruna Biancardi e das filhas, Mavie e Mel, viralizou e reacendeu debates sobre a vida pessoal do atleta.
A imagem, que mostrava Neymar em um momento reservado com a família, foi compartilhada por páginas de celebridades e acabou despertando a atenção de uma internauta, que comentou sobre a suposta mudança de comportamento do craque.“O Neymar é realmente outra pessoa, né? Ele tá muito família, sempre do lado da esposa e das filhas. Tá aí algo que demorou, mas aconteceu”, escreveu a fã, em referência ao histórico do jogador marcado por polêmicas amorosas.
O comentário repercutiu rapidamente e se espalhou por diversos perfis no Instagram. Ao se deparar com uma dessas repostagens, Neymar deixou uma curtida — gesto simples, mas suficiente para provocar alvoroço entre os seguidores.
Assim que a interação foi notada, os comentários se multiplicaram:
“Ele curtiu o post”, alertou um seguidor.
“Neymar tem uma linda família”, elogiou outro.
“Uma esposa que não desistiu da família e lutou por isso”, destacou mais um perfil, frisando o papel de Bruna Biancardi na reconstrução do relacionamento.
A curtida, embora discreta, reforçou a percepção de que o jogador vive uma fase mais próxima da família.
O palhaço Alexis Pacherres Sánchez, de 29 anos, conhecido como ‘Farolito’, foi brutalmente assassinado junto com seu amigo Hugo Haro Alarcón, de 30, na madrugada do dia 14 de novembro, dentro do restaurante La Carpa, em Chimbote, Peru.
Câmeras de segurança do estabelecimento registraram todo o ataque, dois homens fingindo ser clientes se aproximaram da mesa das vítimas e dispararam à queima-roupa. Um dos agressores vestia preto e o outro usava boné branco. Após os disparos, eles revistaram os corpos, roubaram celulares e carteiras e fugiram a pé, em direção a uma área pouco iluminada.
Veja vídeo:
Linhas de investigação
As autoridades trabalham com duas possíveis motivações para o duplo homicídio:
Conflitos criminais ligados a Hugo Haro, que possuía antecedentes por roubo agravado e extorsão e já havia recebido ameaças de morte de um suposto líder criminoso.
Questões sentimentais envolvendo ‘Farolito’, segundo informações policiais, uma mulher próxima a um líder de facção poderia ter vínculo com o palhaço, gerando tensões que não são descartadas como motivação.
O Departamento de Investigação Criminal da Polícia Nacional do Peru em Chimbote e a Fiscalia seguem coletando provas para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do crime, que foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais.
Após o enterro, familiares, amigos e fãs lamentaram profundamente a perda do artista e pedem por justiça.
Vaza vídeo do corpo do palhaço ‘Farolito’ após execução
As imagens, gravadas logo depois do ataque, mostram as vítimas caídas em cima da mesa do estabelecimento
Um vídeo mostrando os corpos do palhaço Alexis Pacherres Sánchez, o popular ‘Farolito’, de 29 anos, e de seu amigo Hugo Haro Alarcón, de 30, vazou nas redes sociais horas após a execução brutal ocorrida na madrugada de 14 de novembro, dentro do restaurante La Carpa, em Chimbote, no Peru.
As imagens, gravadas logo depois do ataque, mostram as vítimas caídas em cima da mesa do estabelecimento enquanto populares e curiosos registravam a cena com celulares.
Veja vídeo:
A execução foi registrada pelas câmeras de segurança do restaurante. Os dois assassinos entraram no local fingindo ser clientes, se aproximaram da mesa das vítimas e atiraram a queima-roupa. Um dos criminosos vestia preto, enquanto o outro usava boné branco. Após os disparos, a dupla ainda revistou os corpos, roubou celulares e carteiras e fugiu a pé para uma área pouco iluminada.
Com a repercussão do vídeo e a gravidade do caso, as autoridades ampliaram as investigações. Duas linhas principais estão sendo consideradas.
Vídeo: amigos se despedem do palhaço ‘Farolito’ com dança, emoção e lágrimas
‘Farolito’, foi brutalmente assassinado em 14 de novembro junto com seu amigo Hugo Haro Alarcón
A comunidade de artistas de rua de Chimbote viveu um momento de grande comoção na última terça-feira (18), ao se despedir de ‘Farolito’, jovem de 29 anos que foi assassinado.
A homenagem, marcada por dança, emoção e choro, reuniu diversos palhaços que decidiram honrar o amigo da forma que ele mais gostava: com música, afeto e união.
Durante a despedida, colegas de profissão formaram um círculo ao redor do caixão e realizaram uma apresentação simbólica, misturando passos de dança, aplausos e orações. Muitos não conseguiram conter as lágrimas ao lembrar o jovem, descrito como um amigo leal, generoso e sempre disposto a ajudar.
Os artistas ressaltaram que ‘Farolito’ era reconhecido pelo talento e pela capacidade de levar alegria às ruas, festas e eventos comunitários. Também destacaram que ele não tinha envolvimento com a justiça, reforçando sua postura trabalhadora e dedicada à arte.
A despedida emocionou familiares, amigos e moradores, que acompanharam o cortejo e prestaram solidariedade à família.
Morte
Alexis Pacherres, conhecido como ‘Farolito’, foi brutalmente assassinado em 14 de novembro junto com seu amigo Hugo Haro Alarcón, de 30, na madrugada do dia 14 de novembro, dentro do restaurante La Carpa, em Chimbote, Peru.
Câmeras de segurança do estabelecimento registraram todo o ataque, dois homens fingindo ser clientes se aproximaram da mesa das vítimas e dispararam à queima-roupa. Um dos agressores vestia preto e o outro usava boné branco. Após os disparos, eles revistaram os corpos, roubaram celulares e carteiras e fugiram a pé, em direção a uma área pouco iluminada.
Investigações apontam motivação do assassinato do palhaço ‘Farolito’
Polícia trabalha com duas linhas de investigação para o crime de execução
Reprodução
O artista peruano Alexis Pacherres Sánchez (29), conhecido como Farolito, foi morto a tiros ao lado do amigo Hugo Haro Alarcón (30), durante a madrugada de 14 de novembro dentro do restaurante La Carpa, no Peru. A polícia trabalha com duas hipóteses para a motivação.
O crime foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento, que captaram desde o clima de aparente tranquilidade até a execução realizada por dois homens que se passaram por clientes.
Criminosos aguardaram por minutos antes de atirar
As imagens mostram os assassinos, um usando boné branco e outro vestido de preto, sentados em uma das mesas do restaurante. Eles permaneceram ali por alguns minutos simulando normalidade. Em seguida, levantaram-se com calma, caminharam até a mesa onde estavam as vítimas e dispararam a curta distância. Após os tiros, um dos autores ainda revirou os corpos e levou celulares e carteiras antes de fugir a pé em direção a uma área pouco iluminada.
Duas linhas de investigação estão em andamento
Segundo a imprensa local, a polícia trabalha com duas hipóteses. A primeira está relacionada a Hugo Haro, que tinha antecedentes por roubo agravado e extorsão, além de ter recebido ameaças de morte enviadas por um líder criminoso com quem teria tido desentendimentos recentes.
A segunda hipótese envolve um possível conflito sentimental ligado a Farolito. De acordo com informações da polícia, uma mulher próxima a um chefão do crime teria algum vínculo com o artista, o que poderia ter provocado tensões consideradas relevantes para a investigação.
Polícia e Ministério Público colhem provas
O Departamento de Investigação Criminal da Polícia Nacional do Peru em Chimbote, junto com a Promotoria, segue reunindo imagens e depoimentos para identificar os envolvidos no duplo homicídio. Os dois suspeitos aparecem claramente nas gravações feitas dentro do restaurante.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi escolhido nesta quinta-feira (20) para assumir a vaga deixada com a aposentadoria do ministro Luís Barroso.
A confirmação ocorreu após Messias ser chamado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma reunião no Palácio da Alvorada nesta quinta. A movimentação, articulada fora da agenda oficial, reforçou que ele é o nome favorito do governo para ocupar a próxima vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
A convocação ocorreu após Lula se reunir com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Nesse encontro, o presidente deixou claro que sua escolha era Messias, sinalização que praticamente encerra a disputa interna pela indicação.
Pacheco, que vinha sendo tratado como uma alternativa viável e contava com apoio de figuras influentes tanto no Congresso quanto na própria Corte, como o senador Davi Alcolumbre (União-AP), perdeu espaço com o novo movimento do Planalto.
Com a escolha de Lula, Messias ainda precisará enfrentar as etapas formais de aprovação no Congresso. O primeiro passo será a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Depois disso, seu nome seguirá para o plenário, onde dependerá de, no mínimo, 41 votos favoráveis para assumir a cadeira no STF.
A Justiça de Vilhena determinou a libertação de Raqueline Leme Machado, suspeita de envolvimento na morte de dentista em um dos crimes mais chocantes da história recente do município. A decisão ocorreu após mais de um ano da prisão da jovem, apontada pela Polícia Civil como possível envolvida no assassinato do dentista Clei Bagattini. A libertação determinada pela Justiça ocorre enquanto o processo segue sob sigilo.
Raqueline foi presa dias depois da execução de Clei Bagattini, morto a tiros dentro da própria clínica no centro de Vilhena. O caso repercutiu em toda Rondônia e chegou a ganhar espaço na imprensa nacional pela brutalidade do ataque.
Desde a prisão, a jovem sempre negou ter participado do crime. Ela era namorada de outro investigado, apontado como um dos articuladores da execução.
O autor dos disparos morreu posteriormente em confronto com policiais no estado de Mato Grosso.
O júri popular de Raqueline chegou a ser agendado para a primeira semana de dezembro. A acusada já havia sido levada a julgamento após a Justiça aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
No entanto, conforme apurado, o MP pediu o adiamento da sessão, prorrogando o prazo para a definição de uma nova data.
Enquanto isso, o processo continua em andamento e sob total sigilo.
A decisão judicial que autorizou a saída da investigada foi cumprida na manhã desta quarta-feira. Raqueline deixou a unidade prisional e já está em casa, onde passará a ser monitorada por tornozeleira eletrônica.
A Justiça ainda não divulgou quando o caso irá a júri, mas a expectativa é de que o Ministério Público reavalie os elementos antes de marcar a nova data.
O processo segue em curso, e novas movimentações deverão ocorrer nos próximos meses.
As informações foram obtidas pelo site Folha do Sul Online.
A presença de facções criminosascresceu e chegou a 45% dos municípios que compõem a Amazônia Legal, indica pesquisa divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Das 772 cidades, 344 apresentaram alguma evidência da presença de facções, conforme o levantamento (veja no mapa abaixo). O aumento é de 32% em relação a 2024, quando 260 tinha facções.
Nove estados compõem a Amazônia Legal Brasileira:Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
Facções nos municípios da Amazônia Legal
Pesquisa aponta que criminosos estão em quase metade das cidades dos 9 estados.
Para o FBSP, o crescimento está diretamente ligado ao controle das rotas de tráfico de drogas na região, como no Alto Solimões. Crimes locais, entre eles o garimpo ilegal, também contribuíram para a expansão dos grupos criminosos (leia mais abaixo).
Está é a 4ª edição do estudo Cartografias da Violência na Amazônia, que conta com parceria do Instituto Clima e Sociedade, do Instituto Itausa, do Instituto Mãe Crioula e do Laboratório Interpretativo Laiv.
São 17 grupos diferentes identificados pelos pesquisadores, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), além de grupos locais e até internacionais, como o Tren de Aragua, da Venezuela, e a ex-Farc, da Colômbia.
Segundo o estudo, o CV tem influência em 83% do total de cidades com presença de facções, chegando a 286 cidades — seja de forma hegemônica ou em disputa com outros grupos criminosos.
Originário do Rio de Janeiro, o CV domina o crime organizado em 202 cidades, enquanto disputa a hegemonia com rivais em outros 84, de acordo com dados do Fórum. Houve crescimento de 123% de sua presença na Amazônia desde 2023, quando estava em 128 cidades.
O Primeiro Comando da Capital (PCC) está em 90 municípios, com controle da criminalidade em 31 e disputando o domínio em outros 59. Em 2023, estava em 93 cidades.
As 17 facções identificadas na Amazônia:
Comando Vermelho (CV);
Primeiro Comando da Capital (PCC);
Amigos do Estado (ADE);
Bonde dos 40 (B40);
Primeiro Comando do Maranhão (PCM);
Famílai Terror do Amapá (FTA);
União Criminosa do Amapá (UCA);
Comando Classe A (CCA);
Bonde dos 13 (B13);
Bonde dos 777 (dissidência do CV);
Tropa do Castelar;
Piratas do Solimões;
Bonde do Maluco (BDM);
Guardiões do Estado (GDE);
Tren de Aragua (Venezuela);
Estado Maior Central (ECM, da Colômbia);
Ex-Farc Acácio Medina (Colômbia).
Rota do tráfico e modo de atuação favoreceu o CV, indica pesquisador
Segundo David Marques, gerente de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a presença maior do Comando Vermelho na região é justificada pela descentralização, enquanto o PCC, por exemplo, centraliza as decisões em seus chefes de São Paulo.
Presença das facções nos estados
A presença nos estados varia conforme a localidade:quanto mais próximo da fronteira com outros países da América do Sul, mais forte a presença.
O Acre, que faz divisa com Peru e Bolívia, tem presença em 100% dos seus 22 municípios. Já o Tocantins, no outro lado, na divisa com o Nordeste, tem 12% das 139 cidades com registro de grupos criminosos.
Em setembro de 1941, o desfiladeiro de Babi Yar, nos arredores de Kiev, tornou-se cenário de uma das maiores e mais brutais execuções em massa da Segunda Guerra Mundial. Em apenas dois dias — 29 e 30 de setembro — unidades dos Einsatzgruppen C, apoiadas pela polícia alemã e por colaboradores ucranianos, assassinaram quase 34 mil judeus. As vítimas foram obrigadas a caminhar até o desfiladeiro, deixar seus pertences, despir-se e, em seguida, foram fuziladas em grupos, caindo umas sobre as outras no abismo que se transformou em vala comum.
O massacre fez parte do plano nazista de exterminar a população judaica da Europa Oriental. A velocidade e a frieza com que foi executado fizeram de Babi Yar um símbolo do genocídio industrializado que marcou o Holocausto. Mas o horror não terminou ali. Em 1943, diante do avanço do Exército Vermelho, os nazistas tentaram apagar as evidências do crime: prisioneiros foram obrigados a desenterrar os corpos e queimá-los, numa tentativa desesperada de ocultar a escala da matança.
Babi Yar, no entanto, não vitimou apenas judeus. Ao longo dos meses e anos seguintes, o desfiladeiro tornou-se local de execução de ciganos, prisioneiros de guerra soviéticos, pacientes de hospitais psiquiátricos e opositores políticos ucranianos. O total de mortos pode ter ultrapassado cem mil pessoas.
Após a guerra, a verdade sobre Babi Yar enfrentou outro tipo de apagamento. A União Soviética evitou reconhecer a natureza antissemita do massacre, referindo-se às vítimas judias unicamente como “cidadãos soviéticos”. Monumentos e documentos oficiais omitiram durante décadas a identidade das primeiras e principais vítimas, apagando parte essencial da memória histórica do local.
Foi graças à persistência de poetas, sobreviventes, pesquisadores e defensores da memória — como o escritor Yevgeny Yevtushenko e o compositor Dmitri Shostakovich, que transformaram o horror de Babi Yar em denúncia artística — que o mundo voltou seus olhos ao desfiladeiro. Seus esforços impediram que o massacre caísse no esquecimento e garantiram que sua história se tornasse um marco na luta contra o negacionismo.
Hoje, Babi Yar permanece como um lembrete contundente de que crimes desse tipo não são sustentados apenas pelo ódio — mas também pelo silêncio, pela omissão e pela cumplicidade. Preservar sua memória é um passo essencial para evitar que tais atrocidades voltem a se repetir.
Ela cavalgou para dentro de uma cidade que não a queria, usou uma estrela que muitos diziam que ela não merecia e enfrentou perigos dentro do gabinete do xerife muito piores do que os bandidos que colocava atrás das grades. Aos 41 anos, Evelyn Hart pendurou o distintivo e se afastou do sonho de fronteira pelo qual um dia vivera — não por fraqueza, mas por coragem.
Evelyn nunca planejou desistir. Por quase toda a vida, apenas tentou sobreviver ao Velho Oeste como ele realmente era: poeirento, sem lei e implacável com mulheres que ousavam sair da linha.
Nascida em 1844, em um povoado áspero às margens do Rio Missouri, Evelyn cresceu entre cabanas inclinadas ao vento e histórias de justiça que chegava mais tarde que o inverno. Seu pai, caçador de castores; sua mãe, costureira de colchas e de feridas — ambos moldaram a fibra da filha que aprenderia, desde cedo, a encarar o mundo com firmeza.
Na adolescência, via cavaleiros cruzarem as estradas de terra com pistolas no quadril e acreditava que o distintivo era o símbolo máximo da coragem humana. Aos 18 anos, partiu de casa; aos 25, já atirava melhor e cavalgava mais forte do que muitos homens da região; aos 28, tornou-se uma das primeiras delegadas federais do território. Sua mãe chorou, seu pai ergueu o queixo — e Evelyn acreditou que havia, sim, um lugar para ela na fronteira.
Mas estava enganada.
Um ambiente mais cruel que qualquer bandido
Ao chegar ao gabinete de madeira do xerife em Red Mesa, território do Arizona, encontrou algo que nenhum treinamento poderia prepará-la para enfrentar: o desprezo silencioso e os risos abafados dos próprios colegas de farda. Sorrisos tortos, apertos de mão longos demais, e uma língua — o respeito — falada apenas entre eles.
Ignorou as piadas, os assobios, as palavras murmuradas por trás de dentes manchados de tabaco. Dizia a si mesma que superaria o ódio na bala e ultrapassaria a crueldade no galope.
E por um tempo, tentou.
Capturou sozinha ladrões de cavalos nas planícies. Escoltou colonos por passagens perigosas. Enfrentou famílias em guerra, mantendo-se firme mesmo com rifles apontados para seu peito.
Cidades inteiras confiavam mais nela do que nos homens acima dela — mas dentro do gabinete isso não tinha valor.
A perseguição interna
Enquanto acumulava feitos, seus superiores acumulavam maneiras de colocá-la em seu “devido lugar”. Turnos noturnos “para ganhar experiência”. Missões perigosas sozinha. Relatórios que desapareciam. Casos retirados. Salário reduzido.
Riam quando ela denunciava assédio. Riam como se fosse uma piada da qual ela não fazia parte.
Sua coragem virou incômodo. Depois, ameaça.
E a fronteira nunca quebrava devagar. Quebrava como osso.
A decisão mais difícil
Aos 41 anos, após treze anos de serviço, Evelyn colocou sobre a mesa a pequena estrela de latão que um dia acreditou representar justiça.
Não houve aplausos. Não houve despedidas. Apenas o eco seco das botas sobre o piso empoeirado.
Chamaram-na de fraca. Diziam que o Oeste não havia sido feito para mulheres como ela.
Mas ninguém viu os hematomas escondidos, o medo sufocado, a dignidade defendida com unhas e dentes.
Sair não foi desistir. Foi sobreviver.
Um novo caminho, a mesma missão
Meses depois, instalou-se em uma pequena comunidade perto de Cottonwood Creek. Lá, começou a ensinar mulheres a atirar, a se proteger, a denunciar abusos sem serem silenciadas.
O distintivo já não estava com ela — mas sua missão continuava. Ainda defendia pessoas. Ainda fazia justiça. Apenas não mais dentro de um sistema que a traiu.
Evelyn Hart (1844)
Cresceu na poeira da fronteira. Trabalhou com homens que nunca a aceitaram. Sobreviveu a perigos, assédio e traição vindos de quem deveria proteger a lei.
Mas não quebrou.
Ao deixar o distintivo para trás e levar consigo a própria integridade, tornou-se algo raro no Velho Oeste:
uma mulher que preservou sua honra em um mundo que tentou arrancá-la.
Após ação do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal condenou, nesta quarta-feira (12), uma ex-empregada da Caixa Econômica Federal em Presidente Médici (RO) por enriquecimento ilícito. A sentença determinou a perda dos R$ 73.066 desviados em 2014, quando era tesoureira da agência, além do pagamento de multa civil no mesmo valor.
De acordo com a ação de improbidade administrativa movida pelo MPF, a ex-empregada se valeu de sua condição de tesoureira para subtrair valores do caixa e dos terminais de autoatendimento da agência. A irregularidade foi descoberta durante uma conferência de rotina, que constatou um desfalque total de R$73.066,00, sendo R$ 31 mil relacionados ao abastecimento dos caixas eletrônicos e R$ 42.066 identificados como falta na tesouraria.
Durante o andamento do processo, o MPF apresentou um robusto conjunto de provas, que incluiu as já produzidas em um processo administrativo da Caixa, depoimentos de testemunhas, relatórios de procedimento administrativo disciplinar da Caixa e imagens do circuito interno de segurança. As gravações mostraram a mulher em movimento suspeito, retirando dinheiro do cofre e escondendo-o em sua jaqueta na tentativa de obstruir a fiscalização e camuflar o ato.
A defesa da ex-tesoureira alegou a ocorrência de prescrição e a ausência de dolo (intenção deliberada), sustentando que se tratava de mera negligência. No entanto, a Justiça Federal rejeitou esses argumentos, entendendo que as tentativas de atrapalhar a auditoria e as discrepâncias de valores eram indícios claros de má-fé e de conduta dolosa, caracterizando as ações como ato de improbidade, conforme a Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/92).Da sentença, cabe recurso.