Anvisa proíbe venda de lotes de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), a proibição da venda, distribuição e uso de alguns lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil Ltda. A medida envolve produtos das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino.

Segundo a Anvisa, a decisão tem caráter preventivo e foi tomada após a identificação do risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. Essa substância pode provocar efeitos adversos à saúde, especialmente em crianças, como vômitos persistentes, diarreia e letargia, caracterizada por sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação.

Foto – Reprodução Site Portal RBN

A agência informou que o próprio fabricante iniciou um recolhimento voluntário dos lotes afetados no Brasil e em outros países. A contaminação foi detectada em produtos oriundos de uma unidade fabril localizada na Holanda e estaria relacionada a um ingrediente fornecido por um produtor global de óleos terceirizados, utilizado na composição das fórmulas.

Diante da situação, a Anvisa orienta que pais e responsáveis verifiquem atentamente o número do lote impresso no rótulo das embalagens. Caso o produto pertença a um dos lotes incluídos no recolhimento, ele não deve ser utilizado nem oferecido à criança. A agência reforça que os demais lotes das mesmas marcas não foram impactados pela medida.

Para informações sobre troca ou devolução, os consumidores devem entrar em contato diretamente com a Nestlé Brasil por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), cujo telefone e canais estão disponíveis na embalagem dos produtos.

A Anvisa também alerta que, se a criança apresentar sintomas compatíveis com os descritos após o consumo de fórmulas pertencentes aos lotes recolhidos, é fundamental procurar atendimento médico imediato. Sempre que possível, deve-se informar ao profissional de saúde qual alimento foi consumido e apresentar a embalagem do produto.

Outras orientações sobre o uso seguro de fórmulas infantis e atualizações sobre o recolhimento podem ser consultadas nos canais oficiais da Anvisa.

Fonte: Por: Alison Correa / Portal RBN

Lamentável: Jovem de 26 anos sente dor no peito e morre na garagem ao tentar ir ao hospital

A morte repentina de uma jovem de 26 anos dentro da própria garagem causou comoção em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. Kelly Larissa Chiele morreu após passar mal dentro do carro, no condomínio onde morava, em um episódio que chocou familiares, amigos e moradores da região. O caso aconteceu na segunda-feira (22), mas ganhou maior repercussão nesta sexta-feira (26), após a divulgação de novos detalhes.

De acordo com informações da Polícia Militar, Kelly sentiu dores intensas no peito e decidiu sair sozinha em busca de atendimento médico. Ela entrou no veículo com a intenção de seguir até o hospital, mas perdeu a consciência ainda na garagem, antes de conseguir deixar o condomínio. A situação se agravou rapidamente.

Pouco antes de desmaiar, a jovem conseguiu ligar para a sogra, relatando que não estava se sentindo bem. A familiar foi imediatamente até o local e acionou o socorro. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu chegaram em seguida e iniciaram os procedimentos de emergência, tentando reanimá-la ainda no local.

Apesar das tentativas, Kelly sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. A morte foi confirmada pelos socorristas, encerrando uma tentativa desesperada de salvamento que mobilizou profissionais e familiares em poucos minutos.

O velório da jovem ocorreu na quarta-feira (24), na cidade de Farroupilha (RS), onde vivem seus pais. Kelly morava sozinha em Itajaí por conta do trabalho, enquanto a família permanece no Rio Grande do Sul. A despedida foi marcada por forte emoção e homenagens de amigos e colegas.

Descrita como alegre, ativa e cheia de planos, Kelly trabalhava como recepcionista em uma academia, ambiente onde cultivava uma de suas maiores paixões: o exercício físico. Ela gostava de dançar, cantar e treinar, e se preparava para iniciar o curso de Educação Física, sonho que acabou interrompido de forma abrupta.

A morte precoce da jovem levanta reflexões sobre emergências médicas súbitas, mesmo entre pessoas jovens e aparentemente saudáveis. Casos como esse reforçam alertas de especialistas sobre a importância de atenção imediata a sintomas como dor no peito, falta de ar e mal-estar repentino.

A jovem morre após passar mal em Itajaí, deixando não apenas uma família enlutada, mas também uma cidade impactada por uma tragédia silenciosa, ocorrida em um espaço cotidiano, onde ninguém imaginava que uma vida seria interrompida de forma tão rápida.

Fonte: Planeta Folha

Fonte: Planeta Folha
Fonte: Planeta Folha
Fonte: Planeta Folha
Setembro Amarelo: a saúde mental no trabalho é fundamental na prevenção do suicídio

O “Setembro Amarelo”, campanha dedicada à conscientização da prevenção ao suicídio e a promoção da saúde mental, conta com o apoio institucional da Justiça do Trabalho. Através do Programa Trabalho Seguro, o judiciário trabalhista tem buscado ampliar e disseminar a cultura de trabalho decente para garantir saúde e higiene física e mental das trabalhadoras e trabalhadores do país.

Um país que precisa cuidar da saúde mental no trabalho

Segundo o Ministério da Previdência Social, somente em 2024 foram registrados 472 mil afastamentos por transtornos mentais. Isso representa um aumento de 68% em relação ao ano anterior e um marco na série histórica dos últimos 10 anos.

Os dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) demonstram que a maioria dos afastamentos foram de mulheres (64%), com idade média de 41 anos, com quadros de ansiedade e de depressão e que ficaram afastadas do trabalho por até três meses.

Responsabilidade compartilhada

Para o coordenador nacional do Programa Trabalho Seguro da Justiça do Trabalho, ministro Alberto Balazeiro, é necessário um esforço nacional, que englobe o poder público, iniciativa privada, bem como as próprias pessoas que trabalham. Segundo ele, é de grande relevância a consolidação de uma consciência coletiva nacional acerca da promoção do bem-estar físico e psicológico no ambiente de trabalho.

“Cada vez mais é importante que o ambiente corporativo ou de pequenos negócios também seja espaço de acolhimento, de escuta ativa, onde exista uma cultura de responsabilidade social sobre a saúde mental dos empregadores, gestores e trabalhadores”, disse. “É questão de dignidade humana.

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

No dia 10 de setembro é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data foi criada em 2003, pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objetivo de incentivar os países a adotarem estratégias de enfrentamento ao problema.

No Brasil, a campanha existe desde 2014 e foi idealizada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Precisa de ajuda?

O Centro de Valorização da Vida (CVV) presta um serviço gratuito voltado ao apoio emocional de forma geral, antes que o suicídio seja uma possibilidade. Os contatos com o CVV podem ser feitos pelo telefone 188, que funciona todos os dias por 24 horas, ou via chat ou e-mail, acessando o site www.cvv.org.br

Fonte: Assessoria

Saúde aumenta em 30% recursos para teste do pezinho

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira (26) a ampliação de recursos e de medidas do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), que realiza o teste do pezinho.

De acordo com o ministro, os recursos para o programa passarão de R$ 100 milhões para R$ 130 milhões por ano. Metade dos recursos adicionais (R$ 15 milhões) vai para apoiar os programas estaduais de testagem e financiar a construção de um laboratório por região do país.

Correios

Os outros R$ 15 milhões serão para uma parceria com os Correios, que levará as amostras coletadas nas unidades municipais de saúde para os laboratórios. Estima-se que o tempo médio de entrega dos diagnósticos cairá pela metade, que será de até cinco dias.

“Estamos estruturando toda a base necessária para viabilizar a ampliação do teste do pezinho de forma rápida e efetiva. A criação dos centros regionais vai permitir que estados com menor população, que enfrentam maior dificuldade de escala e logística, possam se associar a esses centros, garantindo acesso ao exame com mais qualidade e agilidade”, afirmou Padilha, durante o anúncio em São Paulo.

O que é o teste do pezinho

O teste coleta sangue no calcanhar do bebê e permite rastrear e identificar doenças no recém-nascido, antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Na maior parte dos estados, o exame é feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Está disponível também nas maternidades, casas de parto, comunidades indígenas e quilombolas.

Fonte: Com informações do Ministério da Saúde

Números da Regulação são divulgados pelo governo de Rondônia para consultas e cirurgias pelo SUS

Com a finalidade de facilitar a comunicação direta com os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo informações claras e ágeis sobre consultas e cirurgias, o governo de Rondônia disponibiliza canais de atendimento destinados a pacientes que aguardam consultas médicas ou cirurgias na rede estadual. Para informações sobre consultas, o contato deve ser feito pelo número (69) 9 9994-0705 e para informações relacionadas a cirurgias, o canal disponível é o telefone (69) 9 2001-1654.

Com canais específicos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) consegue confirmar agendamentos de consultas, repassar orientações e informar alterações na programação, reduzindo o risco de faltas e permitindo que cada vaga seja aproveitada por quem realmente precisa. Dessa forma, os contatos funcionam como uma ponte entre a gestão de saúde e a população, assegurando mais eficiência e continuidade no atendimento.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a sistematização dos atendimentos agiliza as filas de espera, oferece qualidade no cuidado aos usuários do sistema e garante que mais pessoas tenham acesso à saúde pública.

A coordenadora de Regulação de Acesso aos Serviços de Saúde, Kênia Ribeiro, esclarece que os contatos telefônicos são mecanismos facilitadores de informação para os pacientes já regulados.

“É preciso que o paciente esteja regulado, com consulta ou cirurgia previamente agendada”, explicou.

SISTEMA DE REGULAÇÃO

O Sistema de Regulação (Sisreg) é um software web desenvolvido pelo DataSUS/Ministério da Saúde (MS), disponibilizado gratuitamente para estados e municípios e destinado à gestão do acesso de pacientes na rede SUS, desde a atenção primária até a atenção especializada. Ele organiza consultas, exames e cirurgias, potencializando a eficiência no uso dos recursos de saúde. Disponível em todos os 52 municípios de Rondônia, o Sisreg funciona como a porta de entrada da rede estadual, com a primeira etapa ocorrendo na atenção básica, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A coordenadora de Regulação de Acesso aos Serviços de Saúde destacou ainda que, para o paciente ser regulado na rede de saúde do estado é necessário primeiro procurar a UBS, onde deve agendar uma consulta de atendimento médico básico. A partir da avaliação clínica, o profissional poderá encaminhar o usuário para um especialista, quando houver necessidade.

“Nesse caso, o paciente passa a ser inserido no sistema de regulação de pacientes na rede SUS e terá acompanhamento por meio dos canais de atendimento, disponibilizados exclusivamente para aqueles que já estão na fila de consultas ou cirurgias da rede estadual”, frisou a coordenadora de Regulação de Acesso aos Serviços de Saúde.

DADOS ATUALIZADOS

A Sesau orienta que os pacientes mantenham seus dados cadastrais atualizados no Cartão SUS, incluindo endereço e números de telefone, para que a equipe de saúde consiga confirmar agendamentos ou avisar sobre alterações. A atualização pode ser realizada em qualquer UBS, mediante apresentação de documento oficial com foto, comprovante de residência e dois telefones para contato.

O secretário da Sesau, Jefferson Rocha, ressaltou que a medida busca reduzir faltas em atendimentos e otimizar o uso das vagas disponíveis.

“Cada consulta ou cirurgia é valiosa e manter os dados atualizados é primordial para que o atendimento chegue a quem precisa.”

Fonte: Texto: Camila Lima / Fotos: Luís Gabriel e Pablo Belo / Secom – Governo de Rondônia

Governo de Rondônia inicia 4ª edição da Campanha Vacinação Sem Fronteira com foco no combate ao sarampo

As equipes da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO) saíram no domingo (31), de Porto Velho, rumo aos 13 municípios que participam da 4ª edição da Campanha do governo de Rondônia Vacinação Sem Fronteira. Realizada de 1º a 10 de setembro, a ação busca apoiar as equipes municipais de saúde na atualização da caderneta de vacinação da população e reforçar a barreira sanitária de Rondônia diante do aumento de casos de sarampo no país vizinho, a Bolívia.

A campanha contempla nove municípios de fronteira — Porto Velho (Ponta do Abunã), Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Costa Marques, São Francisco do Guaporé, Alta Floresta d’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Pimenteiras do Oeste e Cabixi — além de quatro cidades com baixa cobertura vacinal: Alvorada do Oeste, Cacaulândia, Corumbiara e Santa Luzia d’Oeste.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o ato reforça o comprometimento do governo do estado em garantir suporte técnico e logístico às equipes locais, fortalecendo a imunização da população e a barreira sanitária estadual.

SARAMPO

Segundo a coordenação de imunização da Agevisa/RO, o foco deste ano é a vacinação contra o sarampo, doença altamente contagiosa, capaz de infectar até 18 pessoas a partir de um único doente. A prioridade é a aplicação da dose zero, indicada para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, além da oferta do tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e da dupla viral (sarampo e rubéola) para crianças, adolescentes e adultos. Profissionais de saúde também fazem parte do público-alvo.

O cenário epidemiológico reforça a importância da iniciativa. Rondônia notificou, até 18 de agosto, 12 casos suspeitos de sarampo, dos quais 7 foram descartados laboratorialmente e 5 permanecem em investigação. Na Bolívia, país vizinho e rota de intensa circulação populacional, já foram confirmados 283 casos da doença até o dia 28 de agosto, segundo o Ministério da Saúde local.

FORTALECIMENTO

De acordo com o diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, a campanha fortalece a imunização nos municípios mais vulneráveis e consolida Rondônia como referência em vigilância em saúde na Região Norte.

“A Vacinação Sem Fronteira é uma estratégia fundamental para proteger nossas comunidades, evitar a reintrodução de doenças e ampliar a cobertura vacinal, garantindo mais segurança para todos”, destacou.

A saída simbólica das equipes contou com a participação do titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Jefferson Rocha, e do secretário municipal de Saúde de Porto Velho, Jaime Gazola. As autoridades acompanharam a organização do comboio que leva vacinas, insumos, vacinadores e toda a estrutura necessária para apoiar os municípios da fronteira.

Fonte: Texto: Aurimar Lima / Fotos: Ésio Mendes / Secom – Governo de Rondônia

POLÍCIA CIVIL DEFLAGRA OPERAÇÃO A ÚLTIMA DOSE CONTRA ESQUEMA DE DESVIO DE VACINAS DO SUS EM CACOAL

Nesta terça-feira (19), a Polícia Civil de Rondônia, por meio da 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO2), com apoio do Ministério Público do Estado de Rondônia, deflagrou a Operação “A Última Dose”, que apura um esquema de desvio e comercialização irregular de vacinas destinadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) no município de Cacoal. A investigação apura um esquema de desvio e venda irregular de vacinas do SUS, envolvendo uma clínica privada e servidores públicos municipais.

O que foi feito

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências, na sede da clínica, na Secretaria Municipal de Saúde e no CER II – Centro Especializado em Reabilitação, unidade pública voltada ao atendimento de pessoas com deficiência. Foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e registros que podem comprovar a prática criminosa.

A vacina desviada

As investigações apontam que a clínica aplicava de forma irregular doses da vacina BCG, destinada exclusivamente ao SUS, cobrando R$ 200 por aplicação. Essa vacina é essencial para prevenir formas graves de tuberculose em crianças e não estava disponível para a rede privada desde maio de 2023.

Por que é grave

Além do desvio de recursos públicos, o esquema representa risco à saúde da população, pois as vacinas aplicadas fora da rede oficial podem não ter seguido os controles de qualidade e conservação adequados.

Compromisso da PCRO

A Polícia Civil de Rondônia reafirma seu compromisso de proteger a saúde da população e não permitirá que interesses privados coloquem em risco a vida de crianças e a confiança da sociedade no sistema de imunização.

Fonte: Assessoria

Sarampo volta a preocupar em Rondônia: risco de reintrodução exige atenção e vacinação em dia

O sarampo, doença viral altamente contagiosa e potencialmente grave, volta a acender o sinal de alerta em Rondônia. Apesar de o Brasil ter recuperado, em 2024, o certificado de país livre da doença, o aumento de casos em países vizinhos — especialmente na Bolívia, que enfrenta um surto — coloca o estado em situação de risco devido à fronteira direta com o território boliviano.

De acordo com a infectologista Dra. Stella Angela Zimmerli, a prevenção depende essencialmente da vacinação. “O sarampo pode causar complicações sérias como pneumonias, otites, encefalites e, em alguns casos, levar à morte. É fundamental que pais e responsáveis mantenham as vacinas das crianças em dia, seguindo rigorosamente o calendário vacinal”, ressalta.

Dados recentes mostram que, em 2025, o vírus continua circulando em vários países das Américas. Até julho, foram 4.067 casos no Canadá, 1.333 nos Estados Unidos, 3.911 no México, mais de 600 na Bolívia e 35 na Argentina. No Brasil, os registros mais recentes são de casos importados, ou seja, adquiridos fora do país, mas o cenário nas fronteiras preocupa autoridades sanitárias.

Ações emergenciais

Para reduzir o risco, o Ministério da Saúde adotou medidas emergenciais, como a dose zero, imunização adicional aplicada em crianças menores de um ano, em localidades de alto risco, e o bloqueio vacinal, voltado a pessoas que tiveram contato com casos confirmados. “Essas ações buscam criar uma barreira protetora rápida, especialmente em crianças que ainda não entraram no esquema vacinal de rotina”, explica a médica.

A baixa cobertura vacinal segue sendo um desafio. Fake news e informações distorcidas sobre vacinas, disseminadas principalmente nas redes sociais e aplicativos de mensagens, continuam influenciando famílias a não vacinarem seus filhos. “As vacinas são seguras, eficazes e gratuitas. Quanto mais pessoas imunizadas, menor a chance de enfrentarmos novos surtos como o que ocorreu no Brasil em 2018”, reforça Dra. Stella.

Imunização está disponível gratuitamente

A vacinação contra o sarampo está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do país, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Crianças recebem a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Já adolescentes e adultos jovens recebem a vacina contra o sarampo, conforme recomendação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“Vacinar é um ato de proteção individual e coletiva. Cada pessoa imunizada ajuda a proteger toda a comunidade e a evitar que doenças erradicadas voltem a circular”, conclui a especialista.

Fonte: Assessoria para a redação Tribuna TOP

SUS vai distribuir camisinhas texturizadas e finas para estimular uso de preservativos

Para aumentar o uso de preservativos no país, o Ministério da Saúde iniciou nesta quarta-feira (13) a distribuição de dois novos modelos de camisinha no Sistema Único de Saúde (SUS): as versões texturizada e fina.

Além de estimular a adesão ao contraceptivo, principalmente entre os jovens, a ação pretende reforçar a prevenção contra o HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

“A diversificação da oferta visa estimular o uso contínuo e correto do preservativo, tornando-o mais atraente e atendendo às diferentes preferências da população”, afirmou o ministério, em comunicado.

Os novos modelos têm a mesma eficácia de proteção da camisinha tradicional. Até então, o SUS oferecia dois tipos de camisinha: a externa, feita de látex, e a interna, de látex ou borracha nitrílica.

A expectativa é que 400 milhões de unidades das novas camisinhas sejam distribuídas ainda este ano.

Os preservativos estão disponíveis nas UBSs de forma gratuita, sem exigência de documento de identificação ou restrição de quantidade.

Baixo uso de preservativos

A ação do Ministério da Saúde acontece em meio à baixa adesão do uso de preservativos no país, especialmente por jovens.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019, 59% dos entrevistados com 18 anos ou mais relataram não usar camisinha em nenhuma das relações sexuais nos 12 meses anteriores à pesquisa.

Além de evitar gestações não planejadas, os preservativos também impedem a transmissão das ISTs.

As doenças, causadas por bactérias, vírus ou outros microrganismos são transmitidas por meio de relações sexuais sem uso de contraceptivos.

Fonte: g1