Registro e documentação de ciclomotores e veículos elétricos devem ser regularizados, conforme Resolução do Contran

Diante da crescente procura por veículos elétricos de pequeno porte como alternativa de mobilidade urbana, econômica e sustentável, o governo de Rondônia orienta a população sobre a obrigatoriedade do registro, licenciamento e habilitação para a condução desses veículos, conforme determina a Resolução nº 996, de 15 de junho de 2023, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

A norma estabelece critérios para a circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos, como patinetes e monociclos, esclarecendo quais veículos precisam estar registrados junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RO) e quais são isentos dessa obrigação.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a medida contribui para a organização do trânsito e para preservação de vidas. “O cumprimento da legislação de trânsito, somado à informação correta, ajuda a salvar vidas e a melhorar a mobilidade urbana no estado”, evidenciou.

QUEM PRECISA EMPLACAR

De acordo com a nova regulamentação, os ciclomotores fabricados ou importados até 3 de julho de 2023, que ainda não possuem Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) devem ser regularizados até 31 de dezembro de 2025. Já os veículos fabricados após essa data devem ser registrados e licenciados antes de circularem em via pública.

O diretor-geral do Detran-RO, Sandro Rocha, reforçou que o órgão segue empenhado em orientar a população. “Nosso trabalho é garantir que o cidadão tenha acesso à informação de forma clara e objetiva. É importante que os proprietários de ciclomotores estejam atentos aos prazos e façam o registro o quanto antes, evitando infrações e contribuindo para um trânsito mais seguro”, pontuou.

REGRAS DE CIRCULAÇÃO

A Resolução nº 996 também detalha os equipamentos obrigatórios para cada tipo de veículo. Os ciclomotores, por exemplo, devem possuir espelhos retrovisores, farol dianteiro, lanterna traseira, velocímetro, buzina, pneus em condições seguras e escapamento com dispositivo de controle de ruído. O condutor deve usar capacete e vestuário adequado de proteção, além de possuir Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A.

Já os equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e as bicicletas elétricas estão isentos de registro e licenciamento, mas devem seguir normas específicas de circulação e possuir itens como indicador de velocidade, sinalização noturna e campainha.

ATENDIMENTO AO CIDADÃO

Para registrar ciclomotores e motocicletas elétricas, o proprietário deve apresentar nota fiscal, documentos pessoais e comprovante de residência. Os valores para emplacamento variam conforme a categoria do veículo e os modelos de até 50 cilindradas seguem isentos do pagamento de Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA), conforme benefício concedido pelo governo de Rondônia.

O Detran-RO orienta ainda, que os cidadãos busquem atendimento em qualquer uma das suas unidades ou por meio dos canais digitais disponíveis. O descumprimento das normas pode resultar em penalidades e apreensão do veículo.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

Bolsonaro é condenado a 27 anos de prisão por plano de golpe após eleição de 2022

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por plano de golpe após as eleições de 2022, em decisão da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal). O cumprimento da pena terá início em regime fechado, além de 124 dias de multa, calculados em dois salários mínimos por dia.

Crimes imputados e julgamento

Bolsonaro foi condenado pelos seguintes crimes:

  • organização criminosa armada;
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • dano qualificado pela violência e ameaça grave;
  • deterioração de patrimônio tombado.

A decisão teve votação de 4 a 1, com votos de Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin pela condenação; Luiz Fux foi o único a divergir, defendendo a absolvição. A condenação inclui agravante de liderança de organização criminosa e atenuante pela idade do réu.

Repercussão e efeitos legais

Mesmo com a pena definida, Bolsonaro não será preso imediatamente, pois cabe recurso. No Brasil, penas só são executadas após o trânsito em julgado, ou seja, depois que se esgotam todos os recursos legais.

Fatos que fundamentaram a condenação

Entre os elementos usados no julgamento, destacam-se:

  • uso da máquina pública e apoio militar para desacreditar o sistema eleitoral;
  • minuta de plano golpista (“Punhal Verde-Amarelo”);
  • coordenação dos atos de 8 de janeiro de 2023;
  • participação de Bolsonaro e de outros acusados em ações para impedir a posse do governo eleito;
  • desinformação e ameaças graves a instituições democráticas.

Como votou cada ministro

Alexandre de Moraes: relator e autor do voto condenatório para todos os crimes imputados a Bolsonaro.
Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin: acompanharam o relator na condenação por todos os crimes.
Luiz Fux: divergência, absolvição de Bolsonaro e de outros réus em vários dos crimes, mantendo condenações menores ou ausentes conforme sua análise.

Por
Planeta Folha | Redação

Ismael Crispin defende descentralização e coragem para priorizar a vida dos rondonienses na saúde pública

Durante a Comissão Geral realizada nesta terça-feira (09), na Assembleia Legislativa de Rondônia, que ouviu o secretário de Saúde Jefferson Rocha, o deputado estadual Ismael Crispin (MDB) fez um discurso firme sobre os desafios da saúde pública, considerado por ele o tema mais complexo da administração, seja na esfera federal, estadual ou municipal.

Crispin destacou a necessidade de descentralizar ações e fortalecer os municípios, ressaltando que muitos gestores locais têm condições de ofertar serviços de qualidade, desde que haja aporte financeiro e apoio institucional. “Temos prefeitos e secretários municipais prontos para ajudar. É preciso olhar com mais cuidado para esses bons prestadores de serviço”, afirmou.

Segundo o parlamentar, a equação da saúde passa por dois fatores indispensáveis: recursos financeiros e gestão eficiente. “Posso ter dinheiro e não ter gestão, ou ter gestão e não ter dinheiro. Mas, na prática, o que mais falta é recurso. E é aí que precisamos enfrentar o problema com coragem”, enfatizou.

REDIRECIONAMENTO

O deputado defendeu que parte dos recursos destinados a outros poderes poderia ser redirecionada para a saúde. “O Tribunal de Justiça e a própria Assembleia recebem muito dinheiro. É preciso ter coragem para cortar um pouco desses repasses e investir na vida do rondoniense. É um enfrentamento duro, mas necessário”, declarou.

Ao concluir, Crispin reforçou que a saúde não pode ser tratada como prioridade política, mas sim como prioridade de vida. “Vontade política nós temos. O que precisamos é de coragem para garantir os recursos e salvar vidas. Essa é a verdadeira missão da gestão pública”, completou.

Texto: Laila Moraes
Foto: ALERO