Brasil pode ganhar US$ 20 bilhões em negócios com a China com a abertura de novos mercados

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, afirmou nesta terça-feira (13/5) que a abertura simultânea de cinco novos mercados pela China para produtos do agronegócio brasileiro é um recorde, com potencial para alavancar negócios que podem alcançar R$ 20 bilhões.

“É uma conquista histórica para o Brasil. A maior abertura em número de produtos. Foram cinco produtos abertos para o nosso agronegócio, que se somam aos pescados que foram abertos no fim de abril”, afirmou Rua. “Somados, é um impacto bastante grande, de cerca de US$ 20 bilhões, é o tamanho do mercado que abrimos agora. Naturalmente, o Brasil começará a ocupar parte desses espaços se assim os chineses desejarem”, completou.

Nesta terça-feira, Brasil e China assinaram protocolos para aberturas do mercado chinês para DDG/DDGS, farelo de amendoim, miúdos de frango, carne de pato e carne de peru brasileiros.

A maior parte desse potencial é para o ramo de pescados extrativos, mercado aberto no fim de abril. A China importou, em 2024, cerca de US$ 18 bilhões de produtos do setor.

Par aos produtos autorizados agora, o potencial também é grande, apontou o Ministério da Agricultura. Em 2024, a China importou US$ 155 milhões de miúdos de frango, US$ 50 milhões de carne de peru, US$ 1,4 milhão de carne de pato, mais de US$ 66 milhões em DDG e DDGS e US$ 18 milhões em farelo de amendoim, segundo dados da aduana chinesa.

“A abertura das três proteínas de carne de aves pode representar mais de R$ 1 bilhão em receita cambial para o nosso país”, disse o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Fonte: Globo Rural

Governo do Maranhão suspende taxa sobre grãos e reduz alíquota a partir de agosto

Após reunião entre produtores, empresários e representantes do governo do Maranhão, ficou acertado que a Contribuição Especial de Grãos (CEG) — taxa de 1,8% incidente sobre a saída de soja, milho, sorgo e milheto destinados à exportação ou à entrada desses produtos no estado — será suspensa até o mês de agosto de 2025.

O acordo prevê que, a partir de agosto, a alíquota passe a ser de 0,5%, e, em 2026, será fixada em 1%. Também ficou definida a criação de um conselho com a participação de todas as entidades envolvidas, que será responsável por deliberar sobre a aplicação dos recursos arrecadados. Inicialmente, os investimentos devem se concentrar na área de logística.

A decisão foi tomada durante a Agrobalsas 2025, realizada na Fazenda Sol Nascente, no município de Balsas, no sul do Maranhão.

Instituída pela Lei nº 12.428/2024, a CEG tem como finalidade financiar o Fundo Estadual de Desenvolvimento Industrial. A taxa incide sobre o valor da tonelada dos grãos, com base nos valores de referência definidos pelo Poder Executivo.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB) — que também é produtor rural — afirmou que compreende tanto as dificuldades enfrentadas pelo setor quanto os desafios fiscais do estado. “Houve um ano atípico em relação ao clima, e nós resolvemos abrir mão desse imposto”, justificou.

Segundo Brandão, a cobrança de taxas semelhantes ocorre em boa parte dos estados produtores de grãos. Com o novo entendimento, o Maranhão passará a ter o menor percentual do país. “Foi o acordo que fiz com eles, principalmente em função do verão com poucas chuvas. Neste momento, precisamos ser parceiros”, declarou.

Ele também destacou a importância dos conselhos que acompanharão a execução dos recursos. “Transparência é a melhor coisa que existe. Por isso, estou muito tranquilo com a participação deles nesse grande conselho.”

O presidente da Aprosoja Maranhão, Gesiel Dal Pont, afirmou que a decisão representa um marco para o setor. “Há alguns meses estamos tratando dessa demanda, diante da iminência da cobrança de um novo imposto, sem ouvir a palavra do produtor. Unimos todas as entidades e chegamos, junto com o governo, a um denominador comum, sem precisar judicializar a questão.”

Dal Pont também ressaltou a relevância do momento. “É um passo importante. Só prosperaremos com união, inteligência e parceria entre a iniciativa privada e o governo. Muitas vezes, vamos discordar, mas o importante é que isso não gere atrito.”

O presidente da Fapcen — organizadora da Agrobalsas —, Paulo Roberto Kreling, também comentou os desdobramentos positivos da negociação. “Ele (Carlos Brandão) nos surpreendeu com a redução das taxas sobre o transporte de grãos, algo que ninguém esperava. É com parceria e diálogo que vamos atingir nossos objetivos, que são o desenvolvimento do estado”, concluiu.

Fonte: Canal Rural

Boi gordo caiu até 6,25% na semana; tendência para maio é de mais baixas

O mercado brasileiro de boi gordo voltou a se deparar com queda das cotações em meio ao avanço nas escalas de abate por parte dos frigoríficos.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo diante da sazonalidade do mercado, que se mostra bastante clara.

“Maio costuma marcar o auge da safra do boi gordo e tradicionalmente produz efeito negativo sobre os preços. Por outro lado, a demanda bastante aquecida, especialmente na exportação, é um fator limitador para maiores movimentos de queda nos preços do boi, somada a à propensão de consumo aquecido na primeira metade do mês”, diz.

Variação da arroba do boi na semana

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 8 de maio:

São Paulo (Capital): R$ 310, baixa de 1,59% frente os R$ 315 da semana passada
Goiás (Goiânia): R$ 295, queda de 1,67% perante os R$ 300 registrados anteriormente
Minas Gerais (Uberaba): R$ 300, recuo de 6,25% frente aos R$ 320 praticados no fechamento da semana anterior
Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 300, retração de 6,25% frente aos R$ 320 do último período
Mato Grosso (Cuiabá): R$ 315, baixa de 3,08% frente aos R$ 325 da semana passada
Rondônia (Vilhena): R$ 270, queda de 3,57% frente aos R$ 280 do período anterior

Mercado atacadista

O mercado atacadista registrou queda nos preços, reflexo da frustrada expectativa de boas vendas ao longo da primeira quinzena de maio.

“Aparentemente nem mesmo o Dia das Mães teve grande efeito sobre o mercado. Resta saber a reposição na próxima semana após o consumo de final de semana. Para a segunda quinzena do mês o movimento de queda deve se intensificar, considerando o menor apelo ao consumo”, salientou Iglesias.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 24,00 o quilo, queda de 4,00% frente aos R$ 25,00 da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 19,50 o quilo, recuo de 2,5% frente aos R$ 20,00 registrados na semana anterior.

Exportações de carne bovina

Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,215 bilhão em abril (20 dias úteis), com média diária de US$ 60,762 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 241,584 mil toneladas, com média diária de 12,079 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.030,30.

Em relação a abril de 2024, houve alta de 29,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 16,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 11% no preço médio.

Fonte: Canal Rural

Investimentos em armazéns batem recorde segundo o BNDES

O produtor rural brasileiro está colhendo safras cada vez maiores, mas o campo ainda sofre com um velho problema: falta espaço para guardar toda essa produção. A boa notícia é que os investimentos em armazenagem estão em alta. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aprovou R$ 2,6 bilhões para projetos de construção e ampliação de armazéns na safra 2024/2025 — o maior volume da série histórica iniciada em 2013.

Esses recursos fazem parte do Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e mostram um salto significativo no apoio ao setor. O valor representa um crescimento de 32% em relação à safra passada e é quase quatro vezes maior do que o registrado em 2022/2023. Somando os investimentos das duas últimas safras, o total chega a R$ 4,59 bilhões — superando toda a soma dos cinco anos anteriores, entre 2018 e 2023.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, essa ampliação do crédito é uma resposta direta à orientação do governo federal de reforçar a infraestrutura rural. “Com mais armazéns, o produtor ganha em segurança, evita perdas e melhora a gestão dos estoques para enfrentar as variações de mercado e do clima”, afirmou.

Hoje, o Brasil tem uma capacidade total de armazenagem de cerca de 222 milhões de toneladas, mas isso cobre apenas 69% da produção prevista. Isso significa que existe um déficit de mais de 100 milhões de toneladas — uma lacuna que se agrava com o avanço da produção e a concentração das colheitas em janelas cada vez mais curtas.

Os estados de Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul são os mais afetados, especialmente nas culturas de soja e milho. A falta de silos suficientes força muitos produtores a escoar a produção rapidamente ou recorrer a estruturas distantes, como armazéns em portos e cidades, o que encarece o frete, aumenta as perdas e atrasa as exportações.

Mesmo com o aumento dos financiamentos, os especialistas alertam: o ritmo de crescimento da armazenagem ainda está aquém do necessário. Para acompanhar o avanço da produção, o ideal seria investir cerca de R$ 15 bilhões por ano em infraestrutura, o que permitiria adicionar 10 milhões de toneladas à capacidade estática. No entanto, o volume investido atualmente é metade disso.

Outro ponto crítico é o custo de construção. Silos novos exigem grandes aportes financeiros, e os juros altos, além da burocracia no acesso ao crédito, acabam afastando pequenos e médios produtores. Com isso, cooperativas, grandes propriedades e usinas de biocombustíveis lideram os pedidos de financiamento.

Por enquanto, o BNDES já liberou R$ 29,7 bilhões em crédito agrícola no Plano Safra 2024/2025, com mais de 125 mil operações contratadas por meio de bancos parceiros. Essa estrutura descentralizada permite que o crédito chegue a mais de 90% dos municípios brasileiros, mas ainda há espaço para melhorar o alcance e a velocidade das liberações.

A falta de armazéns é um gargalo que ameaça a competitividade do Brasil como maior exportador mundial de soja e outros grãos. A colheita recorde mostra a força do campo, mas também escancara a urgência de investir em infraestrutura. Se o país quiser continuar liderando o mercado internacional, precisa garantir que sua produção tenha onde ser guardada, com eficiência e qualidade.

Fonte: Pensar Agro

Fendt anuncia plano de expansão de negócios no Brasil

A Fendt, marca do grupo AGCO, pretende mais do que dobrar o número de lojas nos próximos cinco anos, saindo de 34 para 73 estabelecimentos no Brasil. Essa é uma das frentes de um plano de expansão no país, que não deve mudar independentemente do cenário macroeconômico, como garantiu o vice-presidente da Fendt e Valtra na América Latina, Marcelo Traldi.

Nesta segunda-feira (28/4), na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), o executivo não revelou números, mas afirmou que haverá investimentos contínuos de 2025 até 2030, plano que foi respaldado, segundo ele, pelas projeções animadoras da safra de grãos deste ano no Brasil.

“Esperamos crescer acompanhando a ampliação da indústria do Brasil, que tem uma projeção de crescimento anual de 3% a 5%”, afirmou.

Para que o plano dê certo, Traldi disse que a marca de máquinas está usando um mapeamento que começou há dois anos no país, o Farm Core, para levantar dados de necessidades regionais das lavouras.

“Temos as marcas que se complementam. A Valtra e a Fendt são marcas que se complementam. Elas juntas provem soluções de 50 cavalos até 670 cavalos. Então a gente procura atender todos os tamanhos e tipos de clientes, com as soluções que temos na Fendt ou na Valtra. E elas juntas vão prover essas soluções”, destacou o executivo.

Fonte: Por Isadora Camargo — Ribeirão Preto (SP) / Globo Rural

Semana começa com queda de temperaturas no Centro-Sul

A semana começa com baixas temperaturas na maioria do Sul do país devido à chegada de uma massa de ar de origem polar. As áreas que poderão ser mais afetadas nesta terça-feira (29/4) incluem Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, podendo atingir, também, áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Veja a previsão para sua cidade

Entre o sul de Mato Grosso do Sul, o Pantanal, áreas de São Paulo e o norte do Paraná, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para quedas de temperaturas, entre 3 °C e 5 °C. Na região, as máximas não devem passar de 10°C.

Já para o Sul do país, o Inmet antecipa os moradores para geadas entre às 3h e 7h da terça. Produtores rurais das áreas que poderão ser mais afetadas, como a região serrana do Rio Grande do Sul, serra e meio-oeste de Santa Catarina, e região de General Carneiro, no Paraná, devem ficar atentos.

O frio no Rio Grande do Sul ocorre desde o domingo (27/4). Estações do Inmet no Estado gaúcho registraram, até às 8h desta segunda-feira, as menores temperaturas do país, com destaque para Quaraí, com 4,2 °C, e São Gabriel, com 6,3 °C.

Chuvas intensas

Áreas de instabilidade devem ocasionar pancadas de chuva isoladas no centro-leste de São Paulo, abrangendo também o Triângulo Mineiro e também o leste de Mato Grosso do Sul. A previsão do Inmet indica um volume de chuvas entre 30 mm e 50 mm que devem se concentrar entre a tarde e noite da terça, acompanhadas de rajadas de vento de até 60 km/h.

O litoral norte do país também tem previsão de chuvas intensas decorrentes da atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), atingindo áreas que vão desde o Rio Grande do Norte até o Amapá, com volumes que podem chegar a 50 mm.

Para outras áreas do Brasil, na faixa que vai do Acre, passando por Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo até o sul da Bahia, há um aviso amarelo vigente até amanhã para chuvas intensas, com volumes previstos de até 50 mm e rajadas de vento de até 60 km/h.

Fonte: Globo Rural

Moagem de cana deve cair, mas produção de açúcar pode ser recorde em 2025/26, diz Conab

Em sua primeira estimativa sobre a safra de cana-de-açúcar em 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma queda na moagem em 2%, em relação à temporada anterior, para 663,4 milhões de toneladas.

A área destinada para a cultura se mantém relativamente estável (0,3% de aumento) em relação a 2024/25, chegando a 8,79 milhões de hectares.

Já a produtividade média dos canaviais está estimada em 75.451 quilos por hectares, uma queda de 2,3% quando comparada com a última safra. Segundo a autarquia, essa redução na produtividade se deve às condições climáticas desfavoráveis durante as fases de desenvolvimento das lavouras em 2024.

A queda da colheita esperada para o Sudeste, principal região produtora da cultura, afetou a média nacional. Na região, é esperada uma baixa de 4,4% quando se compara à safra 2024/25, com um total 420,2 milhões de toneladas.

“A região registrou uma condição climática desfavorável durante o desenvolvimento das lavouras, sobretudo em São Paulo, onde, além das baixas pluviosidades e altas temperaturas, foram registrados focos de incêndios, que afetaram parte dos canaviais. Esse cenário influenciou negativamente a produtividade média em 3,3%, estimada em 77.573 kg/ha. Além do menor desempenho das lavouras, a Conab também estima uma redução na área colhida”, diz o texto.

Já no Centro-Oeste, a estimativa de produção é de 148,4 milhões de toneladas, com um crescimento de 2,1% ante o ciclo 2024/25, influenciado pelo aumento da área cultivada em 3,4% chegando a 1,91 milhão de hectares. Esse incremento compensa a perda esperada na produtividade média de 1,2%, projetada em 77.574 kg/ha, decorrente de condições climáticas menos favoráveis durante a fase evolutiva das lavouras.

Na região Sul, a produtividade tende a se manter estável, em torno de 69 mil kg/ha. Já a área deve apresentar uma elevação de 2,3%, chegando a 497,1 mil hectares, o que resulta em uma produção de 34,4 milhões de toneladas.

No Nordeste do país, onde as lavouras estão na fase de crescimento com previsão do início da colheita a partir de agosto, o incremento de área e a expectativa de melhores produtividades deverão aumentar a produção em 3,6%, com expectativa de colheita em 56,3 milhões de toneladas.

Cenário semelhante é encontrado na região Norte. A expectativa de uma maior área destinada ao setor sucroenergético e melhora na produtividade, estimada em 82.395 kg/ha com o fator climático favorável, aponta para uma produção de 4,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

Açúcar e Etanol

Mesmo com a redução na safra de cana no atual ciclo, a expectativa da Conab é de um incremento na produção de açúcar, podendo chegar a 45,9 milhões de toneladas. Caso o volume se confirme ao final do ciclo, esta será a maior fabricação do produto na série histórica da Conab.

Por outro lado, a produção de etanol, somados os derivados da cana-de-açúcar e do milho, tende a cair 1% em relação à safra anterior, estimada em 36,82 bilhões de litros.

Quando se analisa apenas o combustível oriundo do esmagamento da cana-de-açúcar, a diminuição chega a 4,2% influenciado pela menor estimativa de colheita da matéria-prima. Para o etanol hidratado, a expectativa da Conab é de uma produção de 16,74 bilhões de litros, uma redução de 12,3% em relação à safra anterior. O etanol anidro deve ter uma produção de 11,3 bilhões de litros, com aumento de 10,8%.

Essa queda geral do etanol de cana deve ser compensada pelo aumento da fabricação do etanol a partir do milho, que deverá ser acrescida em 11%, para 8,7 bilhões de litros.

Fonte : Globo Rural

Na Agrishow, FPA cobra R$ 599 bilhões para Plano Safra 2025/26

Durante a abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou, em coletiva de imprensa, as principais reivindicações para a formulação do Plano Safra 2025/26. A maior bancada do Congresso Nacional solicitou a destinação de pelo menos R$ 599 bilhões em recursos para financiamento da produção agropecuária no próximo ciclo.

Segundo a FPA, do montante total solicitado, R$ 25 bilhões devem ser destinados exclusivamente à equalização de juros, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito e reduzir os custos financeiros para os produtores rurais. A bancada também propôs mais facilidade na tomada de financiamentos, como forma de impulsionar a produção de alimentos e contribuir para o controle da inflação.

Fonte: Reprodução

O deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, destacou a importância da ampliação dos recursos e da redução do custo do crédito para a economia como um todo. “Um crédito mais barato, com mais segurança e o montante disponibilizado com mais facilidade para os produtores, significa maior produção, alimentos mais baratos e diminuição da inflação”, afirmou Lupion.

Outra proposta apresentada pela FPA foi a destinação de 1% do volume total de recursos do Plano Safra para o seguro rural. A iniciativa busca trazer mais segurança às operações de crédito, reduzindo o risco para produtores e financiadores, especialmente em contextos de adversidades climáticas.

Foto: Deputado Arnaldo Jardim – Reprodução

O vice-presidente da FPA, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), reforçou que as propostas da bancada vão além de reivindicações financeiras e representam uma estratégia de desenvolvimento para o país. “Aqui tem uma proposta para o setor, uma proposta de país. Não se trata apenas de pleitear números ou montantes, mas de apresentar uma alternativa de construção para o Brasil”, disse.

O documento com as reivindicações foi entregue oficialmente aos representantes do governo presentes na feira, que é considerada a maior vitrine de tecnologia agrícola da América Latina. As discussões marcam o início das negociações para a definição do novo Plano Safra, que deverá entrar em vigor a partir de julho.

A expectativa do setor é que o governo apresente um programa robusto, capaz de garantir não apenas a expansão da produção agropecuária, mas também a competitividade do Brasil no mercado global.

Fonte: Canal Rural

Primeira usina de hidrogênio verde é instalada em MS e vai atrair R$ 2 bilhões de investimento

Mato Grosso do Sul deu um passo importante na transição para a energia limpa com a inauguração da sua primeira usina de hidrogênio verde, instalada na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

O projeto, considerado pioneiro no Centro-Oeste, promete impulsionar o desenvolvimento sustentável no Estado e atrair investimentos de até R$ 2 bilhões até 2030.

A inauguração, realizada na última sexta-feira (25), contou com a participação do governador Eduardo Riedel, que destacou a importância da nova usina para o futuro energético do Estado.

“O que representa esta usina para Mato Grosso do Sul é muito relevante. A transição energética é um eixo estratégico do nosso governo. Com um ambiente de negócios favorável, conseguimos atrair investimentos e fortalecer o setor“, afirmou Riedel.

O projeto está alinhado com a meta estadual de tornar Mato Grosso do Sul carbono neutro até 2030, objetivo que vem sendo perseguido com políticas de incentivo à inovação, sustentabilidade e pesquisa científica.

Parceria estratégica e tecnologia limpa

O projeto é fruto de uma parceria entre a UFMS, a Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP) e a empresa Green World Energy Hydrogen (GWE). A usina utiliza tecnologia de eletrolisadores para separar hidrogênio e oxigênio da molécula da água, processo alimentado por energia solar.

A reitora da UFMS, Camila Ítavo, ressaltou o papel da ciência no avanço sustentável:

“Investir em ciência é investir no futuro. Este projeto é resultado de coragem e colaboração, e mostra que a universidade está comprometida com a inovação e a sustentabilidade”, destacou.

Ela vai funcionar com base em um sistema composto por painéis solares (geração de energia elétrica renovável), eletrolisador (equipamento que separa hidrogênio e oxigênio) e sistema de controle e monitoramento, que permitirá acompanhamento remoto e análise de dados para fins científicos e tecnológicos.

Produção e capacitação de Profissionais

Com capacidade para produzir uma tonelada de hidrogênio verde por mês, a usina colocará Mato Grosso do Sul na linha de frente da pesquisa nacional sobre o tema. Além da produção energética, o projeto prevê a capacitação de 500 profissionais, entre professores, engenheiros e técnicos especializados, para atender à crescente demanda do setor.

A estrutura da usina inclui:

  • Painéis solares para geração de energia elétrica renovável;
  • Eletrolisador para separação dos elementos químicos;
  • Sistema de controle e monitoramento remoto para coleta e análise de dados científicos.

Pesquisa de novos derivados do hidrogênio verde

A instalação também servirá como base para o desenvolvimento de novas tecnologias derivadas do hidrogênio, como o diesel verde e fertilizantes verdes, ampliando as possibilidades de utilização da energia limpa em diferentes setores econômicos.

Para o coordenador da RBCIP, Marcelo Estrela Fiche, o hidrogênio verde já é uma realidade e demanda qualificação urgente:

“O hidrogênio e seus derivados não são mais apenas o futuro, são uma necessidade para o presente. Nosso desafio agora é capacitar mão de obra para sustentar esse novo mercado“, afirmou.

Crescimento da matriz energética renovável

Em paralelo, Mato Grosso do Sul vem registrando avanços em sua matriz energética. Em 2024, o Estado alcançou uma capacidade instalada de 9.843 megawatts (MW), o que representa um crescimento de 11% em relação ao ano anterior. As fontes renováveis correspondem a 94% da matriz estadual, reforçando o compromisso com o meio ambiente e com uma economia de baixo carbono.

Fonte: Escrito por Compre Rural Notícias

Boi gordo negociado a R$ 335/@ é raridade e mercado está em alerta; entenda

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo lento, com fluxo inexpressivo de negociações e diversas indústrias ausentes das compras. A tendência é de pressão de baixa nos preços, diante de escalas de abate mais confortáveis e expectativa de aumento da oferta de animais terminados a partir da segunda quinzena de maio.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, a previsão é de recuo nas cotações devido ao avanço da oferta de boiadas pelos pecuaristas. “O maior potencial de oferta durante a safra do boi gordo tende a pressionar ainda mais o mercado”, explicou.

Após um mês de abril firme, a fragilidade dos preços ficou evidente na semana pós-feriados. Segundo Felipe Fabbri, zootecnista e analista da Scot Consultoria, a atual pressão baixista se deve ao aumento da oferta e à lentidão no escoamento da carne no mercado interno.

Fabbri destaca que a fase de alta do ciclo pecuário só deve se consolidar no segundo semestre, com redução no abate de fêmeas gordas, o que pode aliviar a pressão sobre os preços.

Produção e exportações em Crescimento

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima a estimativa da produção de carne bovina brasileira, que passou de 11,8 milhões para 11,9 milhões de toneladas de equivalente-carcaça (tec). A expectativa para as exportações também subiu, de 3,6 milhões para 3,8 milhões de toneladas.

Essa expansão, no entanto, ainda não é suficiente para reverter a atual tendência de pressão sobre as cotações domésticas, especialmente diante da oferta interna elevada.

Preços do boi gordo recuam nas principais Praças

Conforme a Scot Consultoria, os preços do boi gordo sofreram queda em importantes regiões produtoras.

Veja a variação:

  • São Paulo: recuo de R$ 5/@, fechando a sexta-feira (25/4) a R$ 325/@ no prazo. O “boi-China” tem ágio de R$ 5/@, cotado a R$ 330/@.
  • Goiás: média de R$ 309,46/@, ante R$ 310,18.
  • Minas Gerais: R$ 319,41/@, frente a R$ 320,29.
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,18/@, contra R$ 323,64.
  • Mato Grosso: R$ 326,16/@, ante R$ 326,35.

Negociações acima de R$ 335/@, portanto, tornaram-se raridade, especialmente fora dos lotes premium.

Expectativas para Maio

Historicamente, o mês de maio apresenta preços médios menores do que abril. Desde 2010, a arroba registra queda nesse período, conforme levantamento da Scot. Para este ano, Fabbri aponta que, apesar da tendência histórica, não se espera uma queda tão acentuada quanto em 2024 e 2023.

O fator que pode reforçar a pressão é a entrada de mais animais no mercado, agravada pela perda de qualidade das pastagens com o avanço do outono.

No mercado futuro, o contrato de maio/25 encerrou o pregão de quinta-feira (23/4) em R$ 315,55/@, queda de 3,7% frente ao indicador da Scot e de 3% em relação ao indicador da B3 (Datagro).

Mercado atacadista ainda firme

No atacado, os preços da carne bovina seguem firmes, embora o ritmo de vendas esteja mais lento. Segundo o analista Iglesias, o Dia das Mães em maio deve impulsionar a demanda, trazendo algum alívio para o setor.

Atualmente, os preços no atacado são:

  • Quarto traseiro: R$ 25,00/kg
  • Quarto dianteiro: R$ 20,50/kg
  • Ponta de agulha: R$ 18,50/kg

Câmbio: leve alívio para o real

O dólar comercial fechou em leve baixa de 0,07%, cotado a R$ 5,6883 para venda e R$ 5,6863 para compra nesta sexta-feira (25). Durante o dia, a moeda variou entre R$ 5,6649 e R$ 5,7074. Na semana, o dólar acumulou uma queda de 2,04%, ajudando a reduzir parte da pressão sobre custos de importação.

Fonte: Escrito por Compre Rural Notícias