“Não podemos continuar pensando como em 2000”, diz Ismael Crispin ao convocar segunda audiência sobre Zoneamento em Alta Floresta do Oeste

Após uma audiência marcada por forte presença de representatividades de todos os segmentos em Cerejeiras, o deputado Ismael Crispin (MDB), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Rondônia, convida a população da Zona da Mata para a 2ª audiência pública sobre a atualização do Zoneamento Socioeconômico-Ecológico (ZSEE). O encontro será realizado nesta quinta-feira (24), às 9h, na ACIAF – Associação Comercial de Alta Floresta do Oeste.

A proposta de revisar o zoneamento de Rondônia, instrumento fundamental para a organização do uso do solo e o desenvolvimento sustentável do estado, tem ganhado força diante da defasagem do modelo atual, em vigor desde o ano 2000. Em sua fala durante a audiência anterior, realizada em Cerejeiras, Ismael Crispin resumiu a urgência do tema com clareza. “Não podemos continuar pensando como em 2000. Hoje o Estado está diferente, em pleno desenvolvimento e precisa de uma ferramenta atualizada para planejar seu futuro”, disse Ismael.

O deputado defende que o novo zoneamento deve ser fruto de um processo participativo, com escuta ativa da população, dos setores produtivos, de instituições de pesquisa e órgãos ambientais. A atualização, segundo ele, é essencial para garantir segurança jurídica, atrair investimentos, orientar o licenciamento ambiental e permitir que áreas produtivas possam se desenvolver de maneira responsável.

“O que precisamos é de um zoneamento maduro, construído com diálogo, ouvindo quem produz, quem preserva, quem pesquisa e quem fiscaliza. Só assim vamos garantir segurança jurídica e impulsionar o desenvolvimento de Rondônia”, reforçou Crispin.

Audiência aberta e com participação regional

A audiência em Alta Floresta do Oeste tem como objetivo ouvir lideranças e moradores da região, que abrange também os municípios de Rolim de Moura, Nova Brasilândia d’ Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Novo Horizonte do Oeste, Santa Luzia do Oeste, Parecis e Castanheiras. Todos estão convidados a participar e contribuir com sugestões e depoimentos que ajudem a construir uma proposta sólida e adequada à realidade local.

Além de produtores rurais, técnicos e representantes do setor agropecuário, também são esperadas autoridades municipais, lideranças comunitárias, representantes de sindicatos e associações, além de estudantes e professores ligados ao tema ambiental.

Crispin afirma que a escuta da população é a base para a construção de uma política pública legítima e eficaz. “Esse debate é de todos nós. O futuro de Rondônia precisa ser planejado com responsabilidade, e isso passa por um zoneamento que reflita a realidade de hoje e as possibilidades de amanhã.”

Próximos passos: São Miguel do Guaporé será a próxima parada

Dando continuidade ao calendário de audiências públicas regionais, o deputado Ismael Crispin já confirmou a realização da próxima etapa em São Miguel do Guaporé, no dia 8 de maio. Assim como nas demais cidades, o objetivo é reunir diferentes representatividades para ouvir demandas, esclarecer dúvidas e registrar propostas que possam subsidiar a atualização do ZSEE.

“Estamos fazendo história com transparência, escuta e responsabilidade. O desenvolvimento de Rondônia precisa caminhar de mãos dadas com a preservação ambiental e com o respeito a quem produz”, concluiu o parlamentar.

Fonte: Texto: Laila Moraes / Foto: Thiago Lorentz

Primeira usina de hidrogênio verde é instalada em MS e vai atrair R$ 2 bilhões de investimento

Mato Grosso do Sul deu um passo importante na transição para a energia limpa com a inauguração da sua primeira usina de hidrogênio verde, instalada na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

O projeto, considerado pioneiro no Centro-Oeste, promete impulsionar o desenvolvimento sustentável no Estado e atrair investimentos de até R$ 2 bilhões até 2030.

A inauguração, realizada na última sexta-feira (25), contou com a participação do governador Eduardo Riedel, que destacou a importância da nova usina para o futuro energético do Estado.

“O que representa esta usina para Mato Grosso do Sul é muito relevante. A transição energética é um eixo estratégico do nosso governo. Com um ambiente de negócios favorável, conseguimos atrair investimentos e fortalecer o setor“, afirmou Riedel.

O projeto está alinhado com a meta estadual de tornar Mato Grosso do Sul carbono neutro até 2030, objetivo que vem sendo perseguido com políticas de incentivo à inovação, sustentabilidade e pesquisa científica.

Parceria estratégica e tecnologia limpa

O projeto é fruto de uma parceria entre a UFMS, a Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP) e a empresa Green World Energy Hydrogen (GWE). A usina utiliza tecnologia de eletrolisadores para separar hidrogênio e oxigênio da molécula da água, processo alimentado por energia solar.

A reitora da UFMS, Camila Ítavo, ressaltou o papel da ciência no avanço sustentável:

“Investir em ciência é investir no futuro. Este projeto é resultado de coragem e colaboração, e mostra que a universidade está comprometida com a inovação e a sustentabilidade”, destacou.

Ela vai funcionar com base em um sistema composto por painéis solares (geração de energia elétrica renovável), eletrolisador (equipamento que separa hidrogênio e oxigênio) e sistema de controle e monitoramento, que permitirá acompanhamento remoto e análise de dados para fins científicos e tecnológicos.

Produção e capacitação de Profissionais

Com capacidade para produzir uma tonelada de hidrogênio verde por mês, a usina colocará Mato Grosso do Sul na linha de frente da pesquisa nacional sobre o tema. Além da produção energética, o projeto prevê a capacitação de 500 profissionais, entre professores, engenheiros e técnicos especializados, para atender à crescente demanda do setor.

A estrutura da usina inclui:

  • Painéis solares para geração de energia elétrica renovável;
  • Eletrolisador para separação dos elementos químicos;
  • Sistema de controle e monitoramento remoto para coleta e análise de dados científicos.

Pesquisa de novos derivados do hidrogênio verde

A instalação também servirá como base para o desenvolvimento de novas tecnologias derivadas do hidrogênio, como o diesel verde e fertilizantes verdes, ampliando as possibilidades de utilização da energia limpa em diferentes setores econômicos.

Para o coordenador da RBCIP, Marcelo Estrela Fiche, o hidrogênio verde já é uma realidade e demanda qualificação urgente:

“O hidrogênio e seus derivados não são mais apenas o futuro, são uma necessidade para o presente. Nosso desafio agora é capacitar mão de obra para sustentar esse novo mercado“, afirmou.

Crescimento da matriz energética renovável

Em paralelo, Mato Grosso do Sul vem registrando avanços em sua matriz energética. Em 2024, o Estado alcançou uma capacidade instalada de 9.843 megawatts (MW), o que representa um crescimento de 11% em relação ao ano anterior. As fontes renováveis correspondem a 94% da matriz estadual, reforçando o compromisso com o meio ambiente e com uma economia de baixo carbono.

Fonte: Escrito por Compre Rural Notícias

Boi gordo negociado a R$ 335/@ é raridade e mercado está em alerta; entenda

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo lento, com fluxo inexpressivo de negociações e diversas indústrias ausentes das compras. A tendência é de pressão de baixa nos preços, diante de escalas de abate mais confortáveis e expectativa de aumento da oferta de animais terminados a partir da segunda quinzena de maio.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, a previsão é de recuo nas cotações devido ao avanço da oferta de boiadas pelos pecuaristas. “O maior potencial de oferta durante a safra do boi gordo tende a pressionar ainda mais o mercado”, explicou.

Após um mês de abril firme, a fragilidade dos preços ficou evidente na semana pós-feriados. Segundo Felipe Fabbri, zootecnista e analista da Scot Consultoria, a atual pressão baixista se deve ao aumento da oferta e à lentidão no escoamento da carne no mercado interno.

Fabbri destaca que a fase de alta do ciclo pecuário só deve se consolidar no segundo semestre, com redução no abate de fêmeas gordas, o que pode aliviar a pressão sobre os preços.

Produção e exportações em Crescimento

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima a estimativa da produção de carne bovina brasileira, que passou de 11,8 milhões para 11,9 milhões de toneladas de equivalente-carcaça (tec). A expectativa para as exportações também subiu, de 3,6 milhões para 3,8 milhões de toneladas.

Essa expansão, no entanto, ainda não é suficiente para reverter a atual tendência de pressão sobre as cotações domésticas, especialmente diante da oferta interna elevada.

Preços do boi gordo recuam nas principais Praças

Conforme a Scot Consultoria, os preços do boi gordo sofreram queda em importantes regiões produtoras.

Veja a variação:

  • São Paulo: recuo de R$ 5/@, fechando a sexta-feira (25/4) a R$ 325/@ no prazo. O “boi-China” tem ágio de R$ 5/@, cotado a R$ 330/@.
  • Goiás: média de R$ 309,46/@, ante R$ 310,18.
  • Minas Gerais: R$ 319,41/@, frente a R$ 320,29.
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,18/@, contra R$ 323,64.
  • Mato Grosso: R$ 326,16/@, ante R$ 326,35.

Negociações acima de R$ 335/@, portanto, tornaram-se raridade, especialmente fora dos lotes premium.

Expectativas para Maio

Historicamente, o mês de maio apresenta preços médios menores do que abril. Desde 2010, a arroba registra queda nesse período, conforme levantamento da Scot. Para este ano, Fabbri aponta que, apesar da tendência histórica, não se espera uma queda tão acentuada quanto em 2024 e 2023.

O fator que pode reforçar a pressão é a entrada de mais animais no mercado, agravada pela perda de qualidade das pastagens com o avanço do outono.

No mercado futuro, o contrato de maio/25 encerrou o pregão de quinta-feira (23/4) em R$ 315,55/@, queda de 3,7% frente ao indicador da Scot e de 3% em relação ao indicador da B3 (Datagro).

Mercado atacadista ainda firme

No atacado, os preços da carne bovina seguem firmes, embora o ritmo de vendas esteja mais lento. Segundo o analista Iglesias, o Dia das Mães em maio deve impulsionar a demanda, trazendo algum alívio para o setor.

Atualmente, os preços no atacado são:

  • Quarto traseiro: R$ 25,00/kg
  • Quarto dianteiro: R$ 20,50/kg
  • Ponta de agulha: R$ 18,50/kg

Câmbio: leve alívio para o real

O dólar comercial fechou em leve baixa de 0,07%, cotado a R$ 5,6883 para venda e R$ 5,6863 para compra nesta sexta-feira (25). Durante o dia, a moeda variou entre R$ 5,6649 e R$ 5,7074. Na semana, o dólar acumulou uma queda de 2,04%, ajudando a reduzir parte da pressão sobre custos de importação.

Fonte: Escrito por Compre Rural Notícias

Sebrae prepara grande espaço de apoio ao pequeno produtor rural na Rondônia Rural Show 2025

O Sebrae em Rondônia marcará presença de forma estratégica na edição 2025 da Rondônia Rural Show Internacional, que acontecerá de 26 a 31 de maio, no Centro Tecnológico Vandeci Hack, em Ji-Paraná. A instituição contará com um estande de mais de 300 m², projetado para oferecer um ambiente moderno, acolhedor e voltado exclusivamente ao atendimento de produtores rurais, empreendedores e representantes do agronegócio.

Durante o evento, o Sebrae promoverá capacitações, rodas de conversa e conexões de valor que têm como objetivo fortalecer a competitividade e aumentar a produtividade dos pequenos negócios no campo.

“É preciso colocar os holofotes nos gargalos que impedem que o empreendedor rural desenvolva suas atividades, destravando as amarras em forma de burocracia e legislações arcaicas. Vamos reunir o setor produtivo e, juntos, propor alternativas de desenvolvimento”, destacou o diretor-superintendente do Sebrae em Rondônia, José Alberto Anisio. “Nosso estande será uma arena de discussões produtivas e transformadoras, com foco no que realmente impacta o dia a dia do homem do campo.”

Assim como em edições anteriores, o espaço do Sebrae será um polo de discussões relevantes sobre o setor produtivo rural, além de ser palco para o lançamento de novas tecnologias, oportunidades de negócios e conteúdos atualizados com as tendências do mercado agro.

A programação presencial será ampliada com transmissões online: o canal do Sebrae Rondônia no YouTube exibirá uma série de podcasts temáticos, que abordarão os principais assuntos debatidos na Rondônia Rural Show 2025. Acompanhe em: www.sebrae.ro/youtube.

Reconhecida como a maior feira de agronegócios da Região Norte, a Rondônia Rural Show é realizada anualmente pelo Governo de Rondônia, desde 2012, em Ji-Paraná. Em 2025, o evento traz o tema “Do Campo ao Futuro”, reafirmando seu compromisso com uma agropecuária sustentável, tecnológica e voltada ao desenvolvimento regional.

Para saber mais sobre as ações do Sebrae, acesse www.sebrae.ro ou entre em contato gratuitamente pelo 0800 570 0800. O Sebrae também está presente nas redes sociais: Instagram, Facebook, LinkedIn e YouTube (@sebraero).

Fonte: Assessoria

Em guerra tarifária com os EUA, China aumenta compras de soja do Brasil

Com a escalada da guerra tarifária, a China mais que dobrou a demanda por soja brasileira, diante do aumento das margens de processadoras locais. De acordo com Ale Delara, sócio da Pine Agronegócios, desde a sexta-feira passada (4/4), quando o país asiático anunciou tarifas retaliatórias de 34% para importações de produtos dos EUA, foram quase 50 navios brasileiros com destino ao mercado chinês, ou cerca de 5 milhões de toneladas embarcadas. Geralmente, o número de navios na semana fica entre 20 e 25, segundo o analista.

“As processadoras privadas de soja na China estão com estoques baixos. E tivemos nesta semana uma reação [dos preços] em Chicago, combinado com queda de 50 pontos no prêmio nos portos brasileiros. Como o frete [da soja] para a China caiu e farelo e óleo de soja se valorizaram, as indústrias aproveitaram a melhoria das margens para garantir cobertura que pode se estender até agosto, devido ao elevado volume de compras do Brasil”, afirma.

Segundo cálculos da Pine Agronegócios, somente no primeiro trimestre deste ano, as remessas de soja brasileira para o gigante asiático somaram 17 milhões de toneladas, acima das 15,8 milhões registradas no mesmo período do ano anterior. Apenas em março, foram despachadas 11,15 milhões de toneladas, em comparação com as 8,9 milhões do mesmo mês em 2024.

Agora, mesmo com o aumento da tensão comercial entre chineses e americanos, ele não espera que isso continue a impulsionar a demanda por soja brasileira. O sócio da Pine vê espaço para uma aproximação comercial entre chineses e americanos, ao considerar que, tradicionalmente, os EUA são o principal fornecedor de soja para a China no segundo semestre.

“A China já mostrou que quer negociar, mas não vai abrir mão de um posicionamento firme em relação ao Trump na questão das tarifas. A elevação no percentual de taxas não muda muita coisa para o comércio entre os países, e acho que pode até servir de pretexto para acelerar as negociações”, pontua.

Nos primeiros três meses do ano, as exportações de soja brasileira para a China somaram 16,946 milhões de toneladas, com uma receita de US$ 6,67 bilhões. No mesmo intervalo em 2024, os embarques totalizaram 15,853 milhões de toneladas, com um faturamento de US$ 6,98 bilhões. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a China respondeu por 77% das exportações do grão do Brasil nos três primeiros meses deste ano.

Fonte: Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)