Na sessão ordinária desta terça-feira (06), o deputado Ismael Crispin (MDB) destacou a assinatura do novo contrato para execução das obras de asfaltamento dos 10 quilômetros iniciais da Estrada do Calcário, no município de Espigão do Oeste. A medida representa um investimento superior a R$ 20 milhões, realizado pelo Governo do Estado de Rondônia.
O parlamentar relembrou que a demanda chegou ao seu gabinete ainda em 2019, no início de seu primeiro mandato, por meio do então vice-prefeito e atual vereador Waltinho Lara. Desde então, a proposta foi incorporada às pautas prioritárias do mandato, sendo objeto de articulação contínua junto ao Poder Executivo e ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
“A Estrada do Calcário é uma via estratégica para o desenvolvimento de Espigão do Oeste. Mesmo diante de entraves contratuais e dificuldades operacionais, mantivemos o diálogo com o governo e trabalhamos para assegurar que esse projeto fosse retomado. A assinatura do novo contrato representa um importante avanço para a mobilidade e o fortalecimento da economia local”, afirmou o deputado.
Ismael Crispin aproveitou a oportunidade para parabenizar o governador Marcos Rocha e o diretor-geral do DER, coronel Éder André, pelo compromisso com a continuidade da obra e pela preservação do recurso originalmente destinado à pavimentação. “A manutenção do investimento e a retomada dos trabalhos demonstram respeito ao planejamento e responsabilidade com as demandas da população”, acrescentou.
A obra contempla o primeiro lote da pavimentação, que corresponde ao trecho urbano da estrada. Além de melhorar o tráfego, a iniciativa deve beneficiar diretamente moradores, produtores e empresas da região.
O ucraniano Mykola Bychok, C.Ss.R.,bispo na cidade australiana de Melbourne, será o membro mais jovem do Conclave que elegerá o sucessor do Papa Francisco. O sacerdote, nascido em 1980, foi criado cardeal em 2024, no último Consistório presidido pelo Papa. Assim, aos 44 anos, ele se tornou o membro mais jovem do Colégio dos Cardeais.
Durante a cerimônia, realizada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, ele foi premiado com o koukoulion (em vez do barrete reservado aos cardeais de rito latino), o anel e o título presbiteral de Hagia Sophia.
Um dia depois de se tornar cardeal, Bychokdisse à emissora pública australiana ABC “que nunca sonhou em ocupar esse cargo em sua idade”.
Nascido em Ternopil, o cardeal expressou sua intenção de ser um cardeal “acessível”, comprometido em continuar denunciando a guerra em seu país, que ele descreve como um genocídio perpetrado pela Rússia.
O ucraniano chega a Roma exatamente 20 anos após sua ordenação sacerdotal. Bychok reside em Melbourne desde janeiro de 2020 e foi consagrado bispo alguns meses depois. Ele lidera a Eparquia dos Santos Pedro e Paulo em Melbourne para a Igreja Greco-Católica Ucraniana.
Cardeal Mycola Bychok com o Papa Francisco
Sua ascensão na hierarquia da Igreja Católica foi rápida: aos 15 anos, como coroinha, decidiu dedicar sua vida à Igreja e entrou no mosteiro aos 17; fez os votos em 1998, continuando seus estudos religiosos até 2001 no Instituto Superior de Espiritualidade do Beato Mykolay Charnetsky, sacerdote ucraniano redentorista preso pelos soviéticos durante a Segunda Guerra Mundial.
Bychok é um redentorista. Foi ordenado diácono em julho de 2004 e no ano seguinte tornou-se sacerdote e mudou-se para a Rússia, para a cidade siberiana de Prokopyevsk. Depois de retornar à Ucrânia em 2007, Bychok passou os oito anos seguintes trabalhando principalmente nas cidades ao redor de Lviv. Em 2015, mudou-se para Nova Jersey, EUA, onde foi vigário da paróquia católica ucraniana de São João Batista em Newark. Ele foi nomeado em Melbourne, no ano de 2020.
Enquanto Bychok é o membro mais jovem do Colégio dos Cardeais, o italiano Angelo Acerbi e o argentino Esteban Estanislao, ambos com 99 anos, são os cardeais mais velhos, embora não possam votar por causa da regra do Vaticano que exclui os maiores de 80 anos do Conclave, que excluirá um total de 117 cardeais. Entre os que têm direito a voto, no entanto, o mais velho é o espanhol Carlos Osoro Sierra, de 79 anos, cardeal arcebispo emérito de Madri.
O produtor rural brasileiro está colhendo safras cada vez maiores, mas o campo ainda sofre com um velho problema: falta espaço para guardar toda essa produção. A boa notícia é que os investimentos em armazenagem estão em alta. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aprovou R$ 2,6 bilhões para projetos de construção e ampliação de armazéns na safra 2024/2025 — o maior volume da série histórica iniciada em 2013.
Esses recursos fazem parte do Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e mostram um salto significativo no apoio ao setor. O valor representa um crescimento de 32% em relação à safra passada e é quase quatro vezes maior do que o registrado em 2022/2023. Somando os investimentos das duas últimas safras, o total chega a R$ 4,59 bilhões — superando toda a soma dos cinco anos anteriores, entre 2018 e 2023.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, essa ampliação do crédito é uma resposta direta à orientação do governo federal de reforçar a infraestrutura rural. “Com mais armazéns, o produtor ganha em segurança, evita perdas e melhora a gestão dos estoques para enfrentar as variações de mercado e do clima”, afirmou.
Hoje, o Brasil tem uma capacidade total de armazenagem de cerca de 222 milhões de toneladas, mas isso cobre apenas 69% da produção prevista. Isso significa que existe um déficit de mais de 100 milhões de toneladas — uma lacuna que se agrava com o avanço da produção e a concentração das colheitas em janelas cada vez mais curtas.
Os estados de Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul são os mais afetados, especialmente nas culturas de soja e milho. A falta de silos suficientes força muitos produtores a escoar a produção rapidamente ou recorrer a estruturas distantes, como armazéns em portos e cidades, o que encarece o frete, aumenta as perdas e atrasa as exportações.
Mesmo com o aumento dos financiamentos, os especialistas alertam: o ritmo de crescimento da armazenagem ainda está aquém do necessário. Para acompanhar o avanço da produção, o ideal seria investir cerca de R$ 15 bilhões por ano em infraestrutura, o que permitiria adicionar 10 milhões de toneladas à capacidade estática. No entanto, o volume investido atualmente é metade disso.
Outro ponto crítico é o custo de construção. Silos novos exigem grandes aportes financeiros, e os juros altos, além da burocracia no acesso ao crédito, acabam afastando pequenos e médios produtores. Com isso, cooperativas, grandes propriedades e usinas de biocombustíveis lideram os pedidos de financiamento.
Por enquanto, o BNDES já liberou R$ 29,7 bilhões em crédito agrícola no Plano Safra 2024/2025, com mais de 125 mil operações contratadas por meio de bancos parceiros. Essa estrutura descentralizada permite que o crédito chegue a mais de 90% dos municípios brasileiros, mas ainda há espaço para melhorar o alcance e a velocidade das liberações.
A falta de armazéns é um gargalo que ameaça a competitividade do Brasil como maior exportador mundial de soja e outros grãos. A colheita recorde mostra a força do campo, mas também escancara a urgência de investir em infraestrutura. Se o país quiser continuar liderando o mercado internacional, precisa garantir que sua produção tenha onde ser guardada, com eficiência e qualidade.
Será lançado na próxima quinta-feira (8/5) na fazenda Duas Lagoas em Cáceres (MT) o sistema Bacaeri-BoiTeca, uma parceria entre a Embrapa e a brasileira TRC (Teak Resources Company), maior produtora e exportadora mundial de teca plantada, com faturamento bruto de US$ 150 milhões. Inspirado no primeiro sistema de integração pecuária-floresta (silvipastoril) com clones de teca implantados em 2008 na Fazenda Bacaeri, no município de Alta Floresta (MT), o BoiTeca será apresentado a pecuaristas como uma opção sustentável de segunda renda a longo prazo sem gastos para o produtor.
Fausto Takizawa, diretor de pesquisa de desenvolvimento e relações institucionais da TRC, conta que a empresa iniciou em 1994 o plantio no Mato Grosso de 1.000 hectares de teca, madeira nobre de maior valor agregado. Na época, a empresa se chamava Floresteca e foi criada graças a um fundo de investimentos holandês captado pelo fundador Sylvio Coutinho Neto. O foco sempre foi a exportação.
Hoje, 31 anos depois, a TRC é gestora de cinco fundos de investimentos florestais de teca com plantios de 40 mil hectares no Mato Grosso e Pará e indústria em Cáceres. A segunda planta está sendo construída em Santa Maria das Barreiras (PA), com investimento de R$ 30 milhões.
Primeiro sistema de integração pecuária-floresta (silvipastoril) com clones de teca foi implantado em 2008 na Fazenda Bacaeri, em Alta Floresta (MT) — Foto: Divulgação/Bacaeri
“A empresa é uma prestadora de serviço, gestora e comercializadora da madeira teca. Funciona como um ecossistema que pega o dinheiro dos investidores e viabiliza o processo de produção, mais a logística e exportação.”
Ao longo dos anos, com o avanço da agropecuária, a terra no Mato Grosso começou a se tornar muito cara, e o Brasil começou a ficar pouco atrativo para investimentos estrangeiros de longo prazo, como é o caso da teca, que demanda cerca de 20 anos para o corte da madeira.
Diante dessa redução de atratividade, a empresa teve que buscar outra alternativa para manter o estoque de madeira para exportação. Como o Mato Grosso é o estado com maior rebanho bovino do país e o sistema silvipastoril da Embrapa já mostrava segurança técnica e viabilidade econômica, a TRC foi atrás da parceria, adotou a tecnologia no ano passado e já plantou 600 hectares, que serão mostrados nesta quinta a pecuaristas convidados. O plano da empresa é substituir aos poucos o plantio puro pelo BoiTeca.
“O sistema silvipastoril desenvolvido pela Embrapa nos deu segurança técnica e viabilidade econômica. O pecuarista disponibiliza sua área de pasto para o plantio da teca, não gasta nada com plantio e manutenção das árvores e fica sócio na renda da madeira”, explica Eduardo Prado, diretor de novos negócios da TRC.
Eduardo Prado e Fausto Tekizawa, diretores da TRC — Foto: TRC/Divulgação
Segundo ele, o faturamento de um hectare na época de corte da teca deve se equiparar ao valor da terra e o gado usufrui da sombra e do conforto térmico, melhorando a eficiência da produção de carne. No monocultivo, a produtividade da teca é de 300 metros cúbicos por hectare, mas são plantadas 500 árvores para chegar a 140 árvores no final do ciclo. No sistema carne com floresta do BoiTeca, cai para 160 metros cúbicos por hectare, mas não há necessidade de desbaste e o metro cúbico é mais valioso.
Maurel Behling, engenheiro-agrônomo e pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, fez uma pré-apresentação do sistema Bacaeri-BoiTeca durante a Norte Show, feira agrícola que aconteceu em Sinop, de 14 a 17 de abril, e destacou as vantagens para o pecuarista.
Segundo ele, uma das barreiras para o aumento do plantio no Brasil de teca é a falta de mão-de-obra. Na parceria com a TRC, não há esse problema porque a empresa já tem o know how e assume totalmente o plantio e manejo da árvore.
Espécie tropical do sudeste asiático, a árvore não suporta frio ou geada e precisa de 1.500 mm de chuva por ano, no mínimo, com estação seca marcante.
“O BoiTeca é a maximização de ganho da árvore mantendo a produtividade da pecuária, mas é exclusivo para pecuaristas profissionais que adotam tecnologia. A teca requer solos com fertilidade média elevada”, diz Behling, acrescentando que o plantio pode crescer para o norte do país e ocupar outras áreas no Cerrado e também em Goiás. O cientista projeta uma demanda futura global de 150 milhões de metros cúbicos de teca.
Exportação
A TRC corta teca desde 2006, exporta 10 mil contêineres por ano e tem cerca de 1.800 clientes diretos na Ásia. A madeira em toras vai para a construção civil da Índia e para fabricantes de móveis da China e Vietnã, que exportam depois o produto pronto até para o Brasil. Europa e Estados Unidos compram a madeira premium beneficiada, sem defeito e com certificação ambiental (a empresa tem a certificação FSC, Forest Stewardship Council), para fabricação de decks e pisos.
Prado afirma que o preço da teca tem variado bem nos últimos anos, mas bem menos que a soja e os outros grãos. Hoje, o preço é inferior ao de cinco anos atrás, mas a tendência é de crescimento nos próximos cinco a oito anos, já que a teca nativa da Ásia está com restrição de corte e muitas florestas que estão sendo colhidas não serão replantadas.
Takizawa diz que há uma dificuldade em estabelecer a parceria de longo prazo com os pecuaristas que abriram áreas há 40 anos, mas os sucessores já veem vantagens na integração porque, além de não ter custos e de elevar a renda no futuro, ainda podem fazer negócios com o sequestro de carbono da atividade silvipastoril.
Atualmente, a empresa tem parceria com seis pecuaristas e espera fechar com 10 até o final do ano. O diretor de pesquisa diz que a TRC está sendo procurada por pecuaristas interessados na parceria, mas um entrave é que muitos têm suas fazendas em áreas em que a empresa não atua.
Plantio de teca — Foto: TRC/Divulgação
Com genética importada, a produtividade da teca aumentou até 60% na comparação com os plantios iniciais, se tornou mais resistente a doenças e tem um rendimento maior na serraria. A TRC está desenvolvendo uma cultivar nacional, que deve ser lançada em breve, segundo os diretores.
Bacaeri
O consórcio de pastagens com teca foi adotado pela Bacaeri em 2008 após o proprietário, Antonio Francisco Passos, perceber o potencial de crescimento da teca no tipo de solo e clima da fazenda e levantar informações sobre o preço final de venda da teca e a escassez crescente da madeira nativa. Ele já plantava teca em monocultura e criava gado.
No início, o sistema silvipastoril ocupou 50 hectares. Em 2012, a Embrapa se interessou pelo modelo.
“Recebemos a visita de alguns técnicos que demonstraram contentamento por encontrar o sistema já implantado em nossa fazenda, com bastante dados registrados, e nos propuseram uma parceria. Aceitamos e a Bacaeri se tornou uma Unidade de Referência de Pesquisas em Tecnologia e Economia (URTE) da Embrapa visando compartilhar informações e ampliar as pesquisas”, diz Passos.
Atualmente, a fazenda de 20 mil hectares, com 12 mil hectares de florestas nativas, tem 1.000 hectares de BoiTeca, 1.200 hectares de reflorestamento de teca no sistema convencional, 2.000 de integração lavoura-pecuária, 800 hectares de pecuária intensiva em sistema rotacionado e 3.000 de pecuária no sistema tradicional, em transformação.
Passos diz que vem fazendo desbastes na monocultura de teca e vendendo as madeiras desde 2007, mas o investimento começa a ter retorno mesmo após o corte final da madeira. Segundo ele, o simples plantio de teca na integração com o boi não aumenta, mas também não diminui o rendimento da pecuária.
Com o ganho em conforto para os animais e a expectativa de renda futura com a venda da teca, a área de BoiTeca da Bacaeri deve crescer até ocupar 75% das terras destinadas à pecuária.
Nos últimos plantios do sistema integrado, Passos usou o espaçamento de 20 metros entre as linhas e 3 metros entre as plantas, mas já houve vários arranjos de espaçamento de 15 a 22 metros. Entre as plantas, também se usou espaço de 2,5 a 5 metros.
“Seguimos fazendo testes porque ainda não temos a resposta definitiva para o melhor aproveitamento do sistema”, diz o produtor, que construiu uma serraria na fazenda para processar a madeira.
Além da Embrapa, a fazenda de Alta Floresta também faz testes com a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e com a Universidade do Estado do Mato Grosso para aprimorar o sistema.
A Embrapa também implantou outras URTs para pesquisa e validação de arranjos com teca no Mato Grosso na Fazenda Gamada, no município de Nova Canaã do Norte, na Fazenda Brasil, em Barra do Garças, e na Fazenda São Paulo, em Brasnorte.
Fonte: Por Eliane Silva — Ribeirão Preto (SP) / Globo Rural
O mercado físico do boi gordo teve preços em queda nesta terça-feira (6), com destaque para o Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que os frigoríficos ainda se deparam com escalas de abate confortáveis e seguem realizando tentativas de compra em patamares mais baixos.
“Mesmo assim, há avanço das escalas de abate. Por outro lado, a demanda aquecida durante a primeira quinzena de maio é um elemento importante de sustentação dos preços, limitando movimentos mais contundentes de queda”, disse.
Média da arroba do boi
São Paulo: R$ 318,75 – (R$ 319,58 ontem)
Goiás: R$ 298,21 (R$ 299,11 na segunda)
Minas Gerais: R$ 303,53 (R$ 311,18 anteriormente)
Mato Grosso do Sul: R$ 314,43 (R$ 320,34 ontem)
Mato Grosso: R$ 318,04 (R$ 318,85 na segunda)
Mercado atacadista
O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por elevação de preços no curto prazo, considerando que além da entrada dos salários na economia há também o adicional de consumo relacionado ao Dia das Mães, que historicamente motiva o consumo de carne bovina.
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,00 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 20,50 por quilo e a ponta de agulha ainda é cotada a R$ 18,50, por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 5,7103 para venda e a R$ 5,7083 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6930 e a máxima de R$ 5,7380.
Na tarde desta terça-feira (06), uma ambulância pertencente à cidade de Vale do Anari se envolveu em um acidente e tombou nas proximidades da ponte sobre o Rio Azul, em um trecho da rodovia entre Machadinho do Oeste e Ariquemes, no interior de Rondônia.
O veículo transportava um paciente no momento do acidente. Segundo informações preliminares, o motorista perdeu o controle da direção, mas a ambulância não chegou a colidir com nenhum obstáculo antes de tombar à margem da estrada.
Apesar do susto, não houve registro de feridos graves. O paciente que estava sendo conduzido foi imediatamente transferido para outra ambulância, que deu continuidade ao transporte com segurança.
As causas do acidente ainda estão sendo investigadas. Autoridades locais devem apurar se fatores como falha mecânica, condições da pista ou outros elementos contribuíram para o tombamento.
A prefeitura de Vale do Anari ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Na tarde desta terça-feira (06), um veículo oficial Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura Municipal de Guajará-Mirim foi interceptado por policiais rodoviários federais transportando uma grande quantidade de entorpecentes e munições de fuzil. A abordagem ocorreu na BR-425, na região da Base Cristal.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), dentro do veículo foram encontrados vários tabletes de drogas ainda não especificadas e diversas munições de uso restrito, compatíveis com armamento de fuzil.
Um homem que dirigia o carro e uma mulher que o acompanhava como passageira foram presos em flagrante. Ambos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Civil, onde estão à disposição da Justiça e devem responder por tráfico de drogas e porte ilegal de munições de uso restrito.
As autoridades investigam agora a origem da droga e das munições, bem como a ligação dos suspeitos com possíveis organizações criminosas. Ainda não há informações oficiais sobre o envolvimento direto de servidores municipais no caso, nem posicionamento da Prefeitura de Guajará-Mirim sobre o uso do veículo público no crime.
A PRF reforça que intensificará as fiscalizações na região de fronteira, considerada rota de tráfico de entorpecentes e armas. O caso segue sob investigação.
O nome do cardeal Robert Sarah, da Guiné, ganha força entre os cotados para se tornar o próximo papa. Aos 79 anos, ele é considerado um dos favoritos da ala conservadora da Igreja Católica e, caso seja eleito em um futuro conclave, poderá ser o primeiro africano e também o primeiro negro a assumir o papado.
Trajetória marcada pela fé e disciplina
Conhecido por sua postura tradicionalista, Sarah é apontado como um nome influente no cenário da sucessão de Francisco.
Nascido em 15 de junho de 1945, no vilarejo de Ourous, na Guiné, Robert Sarah enfrentou diversos desafios para seguir sua vocação religiosa. Após o ensino médio, seguiu para a Costa do Marfim e depois retornou à Guiné para concluir seus estudos.
Foi ordenado sacerdote em 1969, tornando-se, dez anos depois, o bispo mais jovem do mundo, nomeado arcebispo de Conacri por João Paulo II aos 34 anos.
Destaque na Cúria Romana e participação no conclave
Sarah construiu uma sólida carreira no Vaticano. Entre os principais cargos, destacam-se:
Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos (2001);
Presidente do Pontifício Conselho Cor Unum (2010);
Prefeito da Congregação para o Culto Divino (2014 a 2021).
Ele também participou do conclave de 2013, que elegeu o papa Francisco, e é novamente visto como um possível sucessor no próximo ciclo da Igreja Católica.
Conservadorismo e críticas a decisões do papa Francisco
A liderança de Sarah é marcada por posições conservadoras. Nomeado cardeal em 2010 pelo papa Bento XVI, ele se tornou uma das principais vozes críticas às reformas promovidas por Francisco.
Em 2023, por exemplo, manifestou-se contra a autorização para bênçãos a casais do mesmo sexo. Segundo ele, tais uniões “estariam na prisão do pecado” e a Igreja deveria preservar a fidelidade à palavra de Deus.
Possibilidade histórica para a Igreja
Caso seja eleito, Sarah será o primeiro papa africano da era moderna e o primeiro negro a ocupar o Trono de São Pedro. Sua eleição representaria um marco histórico para a Igreja Católica, especialmente pela representatividade e pelas raízes do cristianismo no continente africano.
Uma mulher diz que ganhou na Mega Sena um prêmio de R$ 201,9 milhões, mas enfrenta uma batalha judicial após o bilhete supostamente vencedor não ter sido registrado. Nesta semana, a Justiça da Paraíba manteve uma decisão que obriga a Lotérica São Bento a apresentar imagens das câmeras de segurança do dia da aposta.
Pedido por imagens segue válido no caso da Mega-Sena
A medida foi confirmada pelo juiz substituto em 2º grau, Inácio Jário Queiroz de Albuquerque. A defesa da empresária alega que as filmagens podem comprovar o erro da funcionária que teria deixado de registrar o jogo vencedor.
A decisão judicial é monocrática, ou seja, proferida por um único magistrado, e ainda cabe recurso. A autora do processo, Mara Núbia de Oliveira Hoffmann, afirma ter escolhido as dezenas com base em um sonho e alega ter retornado à lotérica no dia seguinte ao sorteio para relatar o problema.
Segundo ela, ao conversar com a gerente, teve acesso às gravações internas e viu a falha no registro do bilhete. Mesmo após o acesso, a cópia das imagens não teria sido entregue, o que motivou a ação judicial para preservação de provas.
Mulher alega erro no registro da aposta premiada
No concurso 2524 da Mega-Sena, Mara jogou os números 03, 20, 22, 23, 37, 41 e 43. Como nenhuma aposta registrada acertou todas as dezenas, ela seria a única ganhadora do prêmio, caso o bilhete tivesse sido validado.
A empresária afirma que a funcionária da lotérica se distraiu com o celular e acabou passando duas vezes uma aposta da Quina, além de registrar um jogo na Lotofácil. O erro só foi percebido por ela antes do sorteio.
Loteria diz que não há mais imagens
A Lotérica São Bento contesta a decisão judicial e afirma que as gravações são automaticamente apagadas a cada seis meses. A empresa também argumenta que a produção da prova seria impossível.
Entretanto, o juiz destacou que apenas alegar a ausência de imagens, sem apresentar provas concretas, não isenta a lotérica da obrigação. “A resistência da parte ré à entrega dos documentos justifica a intervenção judicial”, escreveu na decisão.
Defesa da mulher afirma que imagens confirmam erro
A defesa da empresária sustenta que a lotérica tinha conhecimento do ocorrido desde o dia seguinte ao sorteio, quando a cliente foi levada a uma sala interna para assistir às gravações. Por isso, a obrigação de manter os registros ainda seria válida.
O processo inclui imagens de três bilhetes — da Mega-Sena, Quina e Lotofácil — usados por ambas as partes para sustentar suas versões. A mulher defende que o comprovante da Mega-Sena foi substituído por engano, enquanto a lotérica contesta a autenticidade do documento apresentado.
Loteria aponta falhas no bilhete e no valor pago
A lotérica apresentou três principais argumentos:
Diferença no bilhete: O bilhete da Mega-Sena teria marcações distintas das demais apostas.
Local do grampo: O ponto de grampeamento seria diferente do habitual.
Valor da aposta: A mulher pagou R$ 11, mas uma aposta com sete dezenas custava R$ 31,50.
A defesa da empresa afirma ainda que todo cliente recebe o bilhete no ato da compra, sendo este o único documento válido como comprovante da aposta.
Nubank vai fechar? O tema gerou um pico de buscas nos últimos dias, com rumores de que a fintech encerraria suas atividades no Brasil. A empresa, no entanto, negou as informações e afirmou que segue operando normalmente no país, com uma base de mais de 95 milhões de clientes.
Nubank esclarece rumores sobre encerramento das atividades
O esclarecimento veio após a circulação de fake news nas redes sociais, impulsionadas por uma alteração regulatória que não impacta os usuários da plataforma.
A origem do boato está na reestruturação dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) do Nubank, um processo que afetou apenas investidores e não alterou os serviços oferecidos aos clientes.
Mesmo sendo um movimento financeiro restrito ao mercado de capitais, a informação foi distorcida nas redes sociais, levando à propagação de notícias falsas.
A fintech esclareceu que a alteração não representa risco às operações, tampouco implica em encerramento das atividades no Brasil.
Mudança no nome não significa fechamento
Outro fator que contribuiu para a desinformação foi uma discussão regulatória em andamento no Banco Central. A proposta avalia se instituições que não são bancos tradicionais poderão continuar utilizando o termo “bank” em seus nomes.
Caso a medida seja aprovada, o Nubank poderá ter que adotar um novo nome comercial, como “Nu”. No entanto, a própria empresa reforça que se trata de uma possível mudança de nomenclatura, e não de operação ou estrutura.
Recomendações para evitar fake news sobre o Nubank
Diante da onda de desinformação, o Nubank reforçou a importância de consultar apenas os canais oficiais da empresa para verificar a veracidade das informações.
A fintech orienta os clientes a desconsiderarem mensagens sensacionalistas e evitarem o compartilhamento de conteúdos sem fontes confiáveis.