Semana foi marcada por queda da arroba do boi; o que esperar até o fim do mês?

O mercado brasileiro de boi gordo registrou queda de preços em algumas praças de comercialização do Brasil.

Segundo o analista de Safras & Mercado Allan Maia, as indústrias frigoríficas ainda contam com uma posição confortável em suas escalas de abate, que hoje atendem entre sete e nove dias úteis na média nacional.

Ele ressalta que a disponibilidade de fêmeas bovinas no mercado segue elevada, apontando para um alto descarte de matrizes. “Como ponto de sustentação precisa ser mencionado o forte ritmo de embarques, mantendo a demanda por animais jovens aquecida.”

Preços médios da arroba do boi na semana

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 15 de maio em comparação à última sexta (9):

São Paulo (Capital): R$ 310, inalterado frente à semana passada
Goiás (Goiânia): R$ 295, sem alterações
Minas Gerais (Uberaba): R$ 295, queda de 1,67% em comparação aos R$ 300 do fechamento da semana anterior
Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 300, estável
Mato Grosso (Cuiabá): R$ 305, baixa de 3,17% em relação aos R$ 315 praticados na semana passada
Rondônia (Vilhena): R$ 270, estável

O que esperar até o fim do mês?

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, ressalta que para aliviar a taxa de lotação, alguns produtores aceleraram as vendas, inclusive de machos, o que deve seguir “contagiando” o mercado na segunda quinzena.

“Por conta disso, seria um mercado que trabalharia mais pressionado. Porém, hoje, com as notícias de influenza aviária na granja do Rio Grande do Sul e a suspensão de exportações de carnes de aves por 60 dias para grandes mercados, como a China, esse volume que não será embarcado deve ser redirecionada ao mercado interno e, com isso, a competitividade com a carne bovina tende a ficar mais pressionada. Assim, pensando em mercado interno, os compradores de boiadas tentarão fazer um preço médio da arroba mais atrativo para garantir as suas margens.”

Fabbri ressalta que o mercado já vinha com tendência baixista, o que deve se reforçar nas próximas semanas por conta da necessidade de competitividade com a carne de frango e a já esperada descapitalização da população na segunda quinzena do mês. “Esses fatores farão com que a oferta chegue mais facilitada à indústria frigorífica, trazendo um cenário de baixa de preços.”

Mercado atacadista do boi gordo

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Maia informa que o mercado atacadista registrou preços acomodados na semana. O ambiente de negócios ainda sugere um menor espaço para reajustes no curto prazo, considerando um perfil de consumo mais comedido durante a segunda quinzena do mês.

“A população ainda prioriza o consumo de proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, ressalta.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 24,00 o quilo, estável frente à semana passada. Já o dianteiro foi vendido por R$ 19,50 o quilo, inalterado frente à semana anterior.

Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 342,765 milhões em maio (6 dias úteis), com média diária de US$ 57,127 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 67,165 mil toneladas, com média diária de 11,194 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.103,30.

Em relação a maio de 2024, houve alta de 25,7% no valor médio diário da exportação, ganho de 10,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,3% no preço médio.

Fonte: Com informações de Safras News

Sistema de integração entre pecuária e plantio de teca será lançado em Mato Grosso

Será lançado na próxima quinta-feira (8/5) na fazenda Duas Lagoas em Cáceres (MT) o sistema Bacaeri-BoiTeca, uma parceria entre a Embrapa e a brasileira TRC (Teak Resources Company), maior produtora e exportadora mundial de teca plantada, com faturamento bruto de US$ 150 milhões. Inspirado no primeiro sistema de integração pecuária-floresta (silvipastoril) com clones de teca implantados em 2008 na Fazenda Bacaeri, no município de Alta Floresta (MT), o BoiTeca será apresentado a pecuaristas como uma opção sustentável de segunda renda a longo prazo sem gastos para o produtor.

Fausto Takizawa, diretor de pesquisa de desenvolvimento e relações institucionais da TRC, conta que a empresa iniciou em 1994 o plantio no Mato Grosso de 1.000 hectares de teca, madeira nobre de maior valor agregado. Na época, a empresa se chamava Floresteca e foi criada graças a um fundo de investimentos holandês captado pelo fundador Sylvio Coutinho Neto. O foco sempre foi a exportação.

Hoje, 31 anos depois, a TRC é gestora de cinco fundos de investimentos florestais de teca com plantios de 40 mil hectares no Mato Grosso e Pará e indústria em Cáceres. A segunda planta está sendo construída em Santa Maria das Barreiras (PA), com investimento de R$ 30 milhões.

Primeiro sistema de integração pecuária-floresta (silvipastoril) com clones de teca foi implantado em 2008 na Fazenda Bacaeri, em Alta Floresta (MT) — Foto: Divulgação/Bacaeri

“A empresa é uma prestadora de serviço, gestora e comercializadora da madeira teca. Funciona como um ecossistema que pega o dinheiro dos investidores e viabiliza o processo de produção, mais a logística e exportação.”

Ao longo dos anos, com o avanço da agropecuária, a terra no Mato Grosso começou a se tornar muito cara, e o Brasil começou a ficar pouco atrativo para investimentos estrangeiros de longo prazo, como é o caso da teca, que demanda cerca de 20 anos para o corte da madeira.

Diante dessa redução de atratividade, a empresa teve que buscar outra alternativa para manter o estoque de madeira para exportação. Como o Mato Grosso é o estado com maior rebanho bovino do país e o sistema silvipastoril da Embrapa já mostrava segurança técnica e viabilidade econômica, a TRC foi atrás da parceria, adotou a tecnologia no ano passado e já plantou 600 hectares, que serão mostrados nesta quinta a pecuaristas convidados. O plano da empresa é substituir aos poucos o plantio puro pelo BoiTeca.

“O sistema silvipastoril desenvolvido pela Embrapa nos deu segurança técnica e viabilidade econômica. O pecuarista disponibiliza sua área de pasto para o plantio da teca, não gasta nada com plantio e manutenção das árvores e fica sócio na renda da madeira”, explica Eduardo Prado, diretor de novos negócios da TRC.

Eduardo Prado e Fausto Tekizawa, diretores da TRC — Foto: TRC/Divulgação

Segundo ele, o faturamento de um hectare na época de corte da teca deve se equiparar ao valor da terra e o gado usufrui da sombra e do conforto térmico, melhorando a eficiência da produção de carne. No monocultivo, a produtividade da teca é de 300 metros cúbicos por hectare, mas são plantadas 500 árvores para chegar a 140 árvores no final do ciclo. No sistema carne com floresta do BoiTeca, cai para 160 metros cúbicos por hectare, mas não há necessidade de desbaste e o metro cúbico é mais valioso.

Maurel Behling, engenheiro-agrônomo e pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, fez uma pré-apresentação do sistema Bacaeri-BoiTeca durante a Norte Show, feira agrícola que aconteceu em Sinop, de 14 a 17 de abril, e destacou as vantagens para o pecuarista.

Segundo ele, uma das barreiras para o aumento do plantio no Brasil de teca é a falta de mão-de-obra. Na parceria com a TRC, não há esse problema porque a empresa já tem o know how e assume totalmente o plantio e manejo da árvore.

Espécie tropical do sudeste asiático, a árvore não suporta frio ou geada e precisa de 1.500 mm de chuva por ano, no mínimo, com estação seca marcante.

“O BoiTeca é a maximização de ganho da árvore mantendo a produtividade da pecuária, mas é exclusivo para pecuaristas profissionais que adotam tecnologia. A teca requer solos com fertilidade média elevada”, diz Behling, acrescentando que o plantio pode crescer para o norte do país e ocupar outras áreas no Cerrado e também em Goiás. O cientista projeta uma demanda futura global de 150 milhões de metros cúbicos de teca.

Exportação

A TRC corta teca desde 2006, exporta 10 mil contêineres por ano e tem cerca de 1.800 clientes diretos na Ásia. A madeira em toras vai para a construção civil da Índia e para fabricantes de móveis da China e Vietnã, que exportam depois o produto pronto até para o Brasil. Europa e Estados Unidos compram a madeira premium beneficiada, sem defeito e com certificação ambiental (a empresa tem a certificação FSC, Forest Stewardship Council), para fabricação de decks e pisos.

Prado afirma que o preço da teca tem variado bem nos últimos anos, mas bem menos que a soja e os outros grãos. Hoje, o preço é inferior ao de cinco anos atrás, mas a tendência é de crescimento nos próximos cinco a oito anos, já que a teca nativa da Ásia está com restrição de corte e muitas florestas que estão sendo colhidas não serão replantadas.

Takizawa diz que há uma dificuldade em estabelecer a parceria de longo prazo com os pecuaristas que abriram áreas há 40 anos, mas os sucessores já veem vantagens na integração porque, além de não ter custos e de elevar a renda no futuro, ainda podem fazer negócios com o sequestro de carbono da atividade silvipastoril.

Atualmente, a empresa tem parceria com seis pecuaristas e espera fechar com 10 até o final do ano. O diretor de pesquisa diz que a TRC está sendo procurada por pecuaristas interessados na parceria, mas um entrave é que muitos têm suas fazendas em áreas em que a empresa não atua.

Plantio de teca — Foto: TRC/Divulgação

Com genética importada, a produtividade da teca aumentou até 60% na comparação com os plantios iniciais, se tornou mais resistente a doenças e tem um rendimento maior na serraria. A TRC está desenvolvendo uma cultivar nacional, que deve ser lançada em breve, segundo os diretores.

Bacaeri

O consórcio de pastagens com teca foi adotado pela Bacaeri em 2008 após o proprietário, Antonio Francisco Passos, perceber o potencial de crescimento da teca no tipo de solo e clima da fazenda e levantar informações sobre o preço final de venda da teca e a escassez crescente da madeira nativa. Ele já plantava teca em monocultura e criava gado.

No início, o sistema silvipastoril ocupou 50 hectares. Em 2012, a Embrapa se interessou pelo modelo.

“Recebemos a visita de alguns técnicos que demonstraram contentamento por encontrar o sistema já implantado em nossa fazenda, com bastante dados registrados, e nos propuseram uma parceria. Aceitamos e a Bacaeri se tornou uma Unidade de Referência de Pesquisas em Tecnologia e Economia (URTE) da Embrapa visando compartilhar informações e ampliar as pesquisas”, diz Passos.

Atualmente, a fazenda de 20 mil hectares, com 12 mil hectares de florestas nativas, tem 1.000 hectares de BoiTeca, 1.200 hectares de reflorestamento de teca no sistema convencional, 2.000 de integração lavoura-pecuária, 800 hectares de pecuária intensiva em sistema rotacionado e 3.000 de pecuária no sistema tradicional, em transformação.

Passos diz que vem fazendo desbastes na monocultura de teca e vendendo as madeiras desde 2007, mas o investimento começa a ter retorno mesmo após o corte final da madeira. Segundo ele, o simples plantio de teca na integração com o boi não aumenta, mas também não diminui o rendimento da pecuária.

Com o ganho em conforto para os animais e a expectativa de renda futura com a venda da teca, a área de BoiTeca da Bacaeri deve crescer até ocupar 75% das terras destinadas à pecuária.

Nos últimos plantios do sistema integrado, Passos usou o espaçamento de 20 metros entre as linhas e 3 metros entre as plantas, mas já houve vários arranjos de espaçamento de 15 a 22 metros. Entre as plantas, também se usou espaço de 2,5 a 5 metros.

“Seguimos fazendo testes porque ainda não temos a resposta definitiva para o melhor aproveitamento do sistema”, diz o produtor, que construiu uma serraria na fazenda para processar a madeira.

Além da Embrapa, a fazenda de Alta Floresta também faz testes com a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e com a Universidade do Estado do Mato Grosso para aprimorar o sistema.

A Embrapa também implantou outras URTs para pesquisa e validação de arranjos com teca no Mato Grosso na Fazenda Gamada, no município de Nova Canaã do Norte, na Fazenda Brasil, em Barra do Garças, e na Fazenda São Paulo, em Brasnorte.

Fonte: Por Eliane Silva — Ribeirão Preto (SP) / Globo Rural

Arroba do boi gordo despenca em Minas e Mato Grosso do Sul; veja cotações

O mercado físico do boi gordo teve preços em queda nesta terça-feira (6), com destaque para o Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que os frigoríficos ainda se deparam com escalas de abate confortáveis e seguem realizando tentativas de compra em patamares mais baixos.

“Mesmo assim, há avanço das escalas de abate. Por outro lado, a demanda aquecida durante a primeira quinzena de maio é um elemento importante de sustentação dos preços, limitando movimentos mais contundentes de queda”, disse.

Média da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 318,75 – (R$ 319,58 ontem)
  • Goiás: R$ 298,21 (R$ 299,11 na segunda)
  • Minas Gerais: R$ 303,53 (R$ 311,18 anteriormente)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 314,43 (R$ 320,34 ontem)
  • Mato Grosso: R$ 318,04 (R$ 318,85 na segunda)

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por elevação de preços no curto prazo, considerando que além da entrada dos salários na economia há também o adicional de consumo relacionado ao Dia das Mães, que historicamente motiva o consumo de carne bovina.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,00 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 20,50 por quilo e a ponta de agulha ainda é cotada a R$ 18,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 5,7103 para venda e a R$ 5,7083 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6930 e a máxima de R$ 5,7380.

Fonte: Victor Faverin – Safras News / Canal Rural

Melhoramento genético na pecuária leiteira será destaque no estande do Sebrae na Rondônia Rural Show

O melhoramento genético na pecuária leiteira será um dos temas em evidência no estande do Sebrae em Rondônia durante a Rondônia Rural Show Internacional, que ocorre de 26 a 31 de maio, em Ji-Paraná. Entre as soluções oferecidas pela instituição, o Sebraetec se destaca por levar inovação e tecnologia aos pequenos produtores, ajudando a aumentar a produtividade e a competitividade do setor.

O Sebraetec integra o portfólio do Sebrae com mais de 100 consultorias especializadas, focadas em otimizar processos, produtos e serviços. Por meio de uma rede de prestadores de serviços tecnológicos, o programa facilita o acesso a soluções inovadoras e acompanha todas as etapas para garantir resultados eficientes.

No caso da pecuária leiteira, as técnicas de Fertilização In Vitro (FIV) e Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) são algumas das ferramentas disponíveis. Esses métodos aceleram o melhoramento genético do rebanho, permitem um melhor aproveitamento das matrizes e padronizam o grau sanguíneo de acordo com o sistema de produção.

Resultados comprovados

De acordo com Noelber Guaitolini, analista de negócios do Sebrae, o programa já registra impactos significativos em propriedades rurais atendidas. “Tivemos aumentos expressivos na produção diária de leite em algumas fazendas. Alguns municípios até fecharam parcerias conosco para levar o Sebraetec de melhoramento genético a seus produtores”, destacou. Guaitolini convida os interessados a visitarem o espaço do Sebrae no evento para obter mais informações.

O canal do Sebrae em Rondônia no YouTube está disponibilizando uma série de podcasts temáticos sobre os assuntos que serão debatidos na Rondônia Rural Show Internacional 2025. A cobertura completa pode ser acompanhada em: www.sebrae.ro/youtube.

Considerada a maior feira de agronegócios da Região Norte, o evento é promovido anualmente pelo Governo de Rondônia desde 2012. Com o tema “Do Campo ao Futuro”, a edição deste ano reforça o compromisso com a agropecuária sustentável e a tecnologia rural.

Para mais informações sobre as ações do Sebrae, acesse www.sebrae.ro ou ligue gratuitamente para 0800 570 0800. Siga também nas redes sociais: Instagram, TikTok, Facebook, LinkedIn e YouTube (@sebraero).

Fonte: Assessoria para a redação Tribuna TOP

De olho no rebanho: começa a atualização obrigatória dos dados agropecuários à Idaron

Começou o prazo para um dos compromissos mais importantes do produtor rural de Rondônia: de 1º a 31 de maio, todos os criadores de animais devem declarar à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) os dados atualizados dos seus rebanhos e atividades produtivas. A exigência vale para quem cria bovinos, bubalinos, suínos, caprinos, ovinos, aves e equídeos.

Além de obrigatória, a declaração é estratégica: é uma etapa importante para a manutenção do status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação – um dos mais importantes reconhecimentos internacionais para exportação de carne. “É um esforço coletivo que reforça a credibilidade da produção pecuária do estado”, explicou o presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres.

Por que declarar?

A declaração dos rebanhos é parte da política de responsabilidade compartilhada entre os produtores, o governo estadual e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Manter os dados atualizados não apenas fortalece a vigilância sanitária, mas também valoriza o produto final que chega à mesa do consumidor e abre mercados para a carne rondoniense no exterior.

“Com o início do prazo da campanha, o produtor só poderá emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) se estiver com a declaração em dia”, alerta o presidente da Idaron. A emissão do documento — essencial para transporte e comercialização dos animais — fica condicionada à regularização cadastral.

Como fazer?

A boa notícia é que o processo pode ser feito de maneira simples e rápida, pela internet. Basta acessar o site da Idaron (www.idaron.ro.gov.br) e utilizar a mesma senha já usada para emitir a GTA. Para quem ainda não possui senha, o cadastro também é online e gratuito.

Além dos dados dos animais, o formulário inclui perguntas sobre atividades como piscicultura, apicultura e produção de frutas — tudo com linguagem acessível e campos objetivos.

A declaração de rebanho é mais que uma obrigação — é um passo decisivo para garantir a sustentabilidade, a competitividade e a reputação do agronegócio de Rondônia.
Compromisso com o futuro

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressalta a importância do engajamento dos produtores em ações de defesa agropecuária. “Esse status sanitário é uma conquista de todos: governo, técnicos e, principalmente, do produtor rural, que sempre respondeu às campanhas com responsabilidade. Agora, mais do que nunca, é hora de mantermos o compromisso com as exigências da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).”

Fonte : Assessoria para a redação Tribuna TOP – Texto: Toni Francis Fotos: Amabile Casarin

Arroba de boi gordo: veja como os preços abriram a semana pelo Brasil

O mercado físico do boi gordo abriu a semana com tentativas de compra em patamares mais baixos. Além disso, diversos frigoríficos seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores alternativas para aquisição de boiadas em uma semana mais curta, em função do feriado prolongado.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as escalas de abate apresentaram alguma evolução na última semana. A avaliação é de que a perda de qualidade das pastagens terá papel fundamental para a formação dos preços no decorrer do mês de maio.

As exportações em ótimo nível são outra variável relevante que precisa ser considerada neste momento, oferecendo um relevante ponto de sustentação aos preços da arroba, disse o analista Fernando Henrique Iglesias.

Veja os preços médios da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: R$ 325,42
  • Goiás: R$ 309,29
  • Minas Gerais: R$ 319,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,30
  • Mato Grosso: R$ 326,16.

Atacado

O mercado atacadista volta a se deparar com preços firmes, carregando uma expectativa de uma primeira quinzena de maio interessante em termos de consumo. Isso ocorre considerando-se que, além da entrada dos salários na economia, há o adicional de consumo relacionado ao Dia das Mães, data que costuma estimular o consumo de carne bovina.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25 o quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 20,50. A ponta de agulha ainda é cotada a R$ 18,50 o quilo.

Fonte: Canal Rural

Brasil vai enviar à Turquia bois vivos para reprodução

O Brasil poderá exportar para Turquia bovinos vivos para reprodução. A abertura de mercado foi anunciada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, durante a 90ª ExpoZebu, feira agropecuária realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), em Uberaba (MG).

Hoje o Brasil já exporta bovinos vivos para a Turquia, destinados a confinamento (engorda) e abate. “Agora, abrimos mais este filão, mais essa oportunidade”, disse Rua, em vídeo transmitido na abertura do evento.

De acordo com o secretário, trata-se de um mercado potencial de US$ 300 milhões por ano, segundo dados do Ministério da Agricultura.

“A Turquia é o terceiro principal comprador desse tipo de produto. E vem enfrentando problemas de ordem sanitária com seus principais fornecedores, como Estados Unidos e União Europeia (UE), de maneira que, se abre essa boa oportunidade às nossas exportações”, avaliou Rua.

O secretário também citou a abertura do mercado africano para o gênero bovino do Brasil e avanços na certificação sanitária com a Índia.

Fonte: Canal Rural

ExpoZebu tem agenda cheia, com julgamento das raças gir leiteiro, nelore e girolando

O terceiro dia da programação oficial da 90ª ExpoZebu está com agenda extensa para os participantes da feira e para os visitantes do Parque Fernando Costa, na cidade de Uberaba (MG). Um dos momentos mais aguardados começou neste domingo (27), com os julgamentos de animais. No primeiro dia, foram avaliadas as raças gir leiteiro, nelore e girolando.

Hoje (28), entram em pista exemplares das raças gir leiteiro, guzerá leiteiro, nelore, nelore pelagens, sindi, tabapuã e girolando. A programação completa está disponível em expozebu.com.br/agenda-julgamentos.

O Recinto de Avaliação das Raças Zebuínas Torres Homem Rodrigues da Cunha recebe 2.900 animais ao longo da semana. Os julgamentos seguem até sábado (3), quando serão revelados os Grandes Campeões da feira.

Programação da 90° ExpoZebu

Hoje cedo houve o lançamento da nova edição da Revista Turma do Zebuzinho e a edição deste ano do projeto Zebu na Escola, no Museu do Zebu.

Na sequência teve o início o Encontro Reprodução e Genética da GlobalGen, no Salão Nobre da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), com palestras e uma mesa-redonda com autoridades e especialistas do setor.

Também houve a assinatura do termo de cooperação técnica do Pró-Genética e Sicoob.

Por volta das 10h30, no Museu do Zebu, acontecerá o Mérito Institucional Fazu 50 Anos, parte das comemorações do aniversário de cinco décadas das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu). O evento contará com homenagens a ex-presidentes, diretores e conselheiros da instituição.

A 90ª ExpoZebu, maior feira da pecuária zebuína do mundo, é organizada pela ABCZ, com apoio da Prefeitura de Uberaba, Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), CNA, Faemg/Senar, Sebrae, Banco do Brasil e Fazu 50 anos.

Fonte: Canal Rural

Arroba do boi gordo: maio reserva cotações em baixa para região brasileira

O mercado brasileiro de boi gordo registrou uma semana de movimentos distintos nos preços, a depender do estado.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, em São Paulo e em Goiás as indústrias passaram a testar patamares mais baixos de preço, argumentando que o escoamento da carne será mais lento no restante do mês.

“Em estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o mercado esteve mais firme e com negócios acima da referência média. No geral as escalas de abate ainda estão posicionadas entre cinco e sete dias úteis na média nacional”, afirma. No entanto, esse cenário tende a mudar em maio.

Cotações do boi gordo na semana

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 24 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 325, recuo de 1,52% frente ao fechamento da última semana, de R$ 330
  • Goiás (Goiânia): R$ 310, queda de 4,62% perante os R$ 325 da semana passada
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325, aumento de 1,56% frente aos R$ 320 do fechamento da semana anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325, estável frente à última semana
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330, aumento de 3,13% ante à semana passada, de R$ 320
  • Rondônia (Vilhena): R$ 288, queda de 0,69% frente aos R$ 290 da semana anterior

O que esperar de maio?

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, destaca que tradicionalmente os meses de abril e maio são marcados por maior oferta de animais, o que pressiona o mercado.

“No histórico dos últimos 14 anos, de 2010 a 2024, todo mês de maio teve o preço médio da arroba do boi gordo em São Paulo menor do que a média de preço em abril, o que deve se manter em 2025, independe de ser ano de alta ou de baixa.”

O especialista lembra que, neste momento, o contrato com vencimento em maio na B3 segue a R$ 315 a arroba, menor patamar do que o verificado na praça pecuária paulista, de R$ 325 a R$ 330.

“Para a primeira quinzena do mês, esse comportamento deve balizar o mercado, mas não enxergamos espaço para cotações abaixo de R$ 300, ou seja, a pressão de baixa não deve interferir no patamar historicamente alto da arroba. No entanto, nas praças do centro-norte do país, a desova do final de safra tem mais peso e pode ter interferência maior na variação da arroba do boi gordo, como Mato Grosso, Rondônia, Pará e Tocantins, que podem sofrer mais com essa pressão baixista”

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou volatilidade nos preços, embora o ambiente de negócios ainda aponte para um movimento de queda, considerando o perfil mais discreto na demanda previsto para o restante do mês.

Para Iglesias, a população tende a priorizar o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, dos embutidos e ovos.

O quarto traseiro do boi foi cotado a R$ 25 o quilo, queda de 3,85% frente aos R$ 26 da semana passada. Já o quarto do dianteiro foi vendido por R$ 20,50 o quilo, avanço de 7,89% frente aos R$ 19 registrados na semana anterior.

Exportações de carne bovina

Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 795,713 milhões em abril (13 dias úteis), com média diária de US$ 61,208 milhões, conforme balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 159,328 mil toneladas, com média diária de 12,256 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.994,20.

Em relação a abril de 2024, houve alta de 43,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 29,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,2% no preço médio.

Fonte : Com informações da Safras News